Falta de matéria-prima deve perdurar nos três primeiros meses de 2021 e aumentar preços

Indústrias começaram a recompor os estoques, mas isso ocorre de maneira gradual para os diferentes segmentos

Imagem Ilustrativa (Foto: Amanda Oliveira/GovBA)

A falta de insumos para a produção na indústria pode pressionar os preços na construção civil, de alimentos e outros setores da economia até o fim do primeiro trimestre de 2021. A projeção é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quarta-feira (16). 

A pesquisa indica que a maioria das empresas de pequeno, médio e grande porte consideram um prazo entre três e seis meses para que o estoque esteja regularizado, o que significa produtos a pronta entrega, de acordo com a demanda do comércio. 

“Acreditamos que até o primeiro trimestre do ano que vem a situação esteja normalizada, para uma boa parte da indústria, com elas tendo insumos para produção em nível anterior à pandemia. A falta deles tem sido um problema para o setor nesses meses, por causa do crescimento econômico acelerado”, afirmou o economista Marcelo Azevedo da Unidade da Política Econômica da CNI. 

Conforme a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), a escassez de insumos ocorre pela combinação da paralisação econômica – sob regimes de isolamento social – e a retomada forte da economia em agosto, principalmente na construção civil.  

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O reaquecimento acelerado afetou os estoques de alumínio, aço, cerâmica, vidro, etc. Todos esses itens envolvem a produção de materiais que podem levar até 90 dias para ficar disponível. O baixo estoque e a alta demanda empurraram os preços para cima.  

Os alimentos entraram no fluxo de baixo estoque também, em decorrência dos fatores da pandemia. Neste caso, a produção de arroz e carne bovina, por exemplo, foi exportada para outros países num mercado de câmbio alto. Essa atividade pressionou o preço no mercado interno. 

“Os preços tendem a voltar a um patamar mais baixo, com o estoque se normalizando. Mas existe uma tendência também de valorização no próximo ano, o que seria um segundo fator”, pontua Marcelo Azevedo. 

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