Exercício físico: aliado na prevenção e no tratamento da artrose do joelho

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A artrose é o principal fator de limitação física da população idosa. Além disso, é considerada um grave problema de saúde pública mundial, pois atinge mais de 5,2% da população acima de 19 anos, segundo artigo publicado pela Revista Brasileira de Ortopedia (RBO). Uma das articulações mais afetadas pela doença é o joelho, justamente pela capacidade de suportar peso, ocasionando dor e limitação dos movimentos. Uma forma de prevenir e até mesmo tratar a artrose é adotar a prática de exercícios físicos.

Também chamada de gonartrose, a artrose do joelho é consequência do desgaste da cartilagem que reveste as extremidades ósseas e a protege de impactos. A doença não tem cura, mas tem tratamento, e pode ser causada por uma combinação de fatores, que inclui desde a genética e a obesidade, até o sedentarismo e sequelas de fraturas. A evolução costuma ser lenta e, caso não seja tratada, pode se agravar.

Em se tratando de medicamentos, existem diversas opções no mercado, contudo, nenhum tem evidência consensual de qual é o melhor a ser utilizado. Um procedimento mais invasivo são as infiltrações, que são injeções intra-articular de ácido hialurônico ou corticosteróides que melhoram a composição do líquido sinovial articular.

Em última instância, estão as cirurgias, que podem ser a artrodese, que “cola” um osso no outro ou artroplastias – utilização de prótese. Sobre os tratamentos em desenvolvimento, existem as terapias biológicas que são bastante promissoras. Os estudos mais recentes nesse campo envolvem as células mesenquimais (célula-tronco) e o plasma rico em plaquetas.

O tratamento que mais tem evidência cientifica para o retardo da doença é a mudança do estilo de vida do paciente, que pode ser bastante benéfica. Existe uma relação direta entre o índice de massa corporal e a gravidade do quadro. Ou seja, a obesidade está relacionada à progressão da artrose e por isso é tão importante a prática de exercícios de baixo impacto e a rotina de uma alimentação balanceada.

A musculação, por exemplo, é bastante aconselhável, pois garante hipertrofia muscular e, aliada a exercícios aeróbicos e fisioterapia, pode controlar os sintomas da artrose. Além disso, os exercícios podem melhorar o desempenho funcional das articulações, reduzir a necessidade do uso de medicamentos e influenciar o estado geral do paciente, proporcionando, inclusive, benefícios psicológicos.

Entretanto, é fundamental definir o melhor tratamento com um médico especialista, que vai avaliar o nível da doença para indicar as melhores medidas e os recursos mais adequados. O importante é aliviar os sintomas para que o paciente tenha mais qualidade de vida, sem dor ou limitações de movimento.

 

*Rodrigo Matsunaga é médico, especialista em Cirurgia de Joelho, pós-graduado em Nutrologia Esportiva, membro titular da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia e da Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo.

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