Eleições: vencedores investiram cerca de 60% a mais na campanha que derrotados

Em Cuiabá, Emanuel Pinheiro é o que tem mais recursos para aplicar na corrida eleitoral

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O recurso disponível ao candidato nas eleições continua sendo um fator decisivo no resultado da disputa. No primeiro turno deste ano, os prefeitos eleitos no Brasil receberam até 60% a mais que os candidatos derrotados. 

De acordo com dados divulgados no site G1, a proporção de quanto mais dinheiro na conta, mais vitoriosa é a campanha se reproduz independentemente do tamanho da população. 

No caso de Cuiabá, os candidatos na disputa em segundo turno estão do meio para a parte de cima da tabela no caixa de campanha.  Emanuel Pinheiro (MDB), que busca novo mandato, recebeu R$ 1,7 milhão em doação, conforme a última atualização do Divulga Contas, administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Abílio Brunini (Podemos) foi terceiro candidato com maior recurso, apesar de ter recebido metade das doações recebidas por Pinheiro. Ele declarou R$ 615 mil à Justiça Eleitoral. 

A diferença de gastos é maior. Emanuel Pinheiro gastou no primeiro turno R$ 4,7 milhões enquanto Abílio Brunini gastou R$ 332 mil. Se divididos os valores pela quantidade de votos registrados no domingo passado, Pinheiro gastou 14 vezes mais que Abílio. 

Gisela Simona (PROS) foi a segunda candidata que mais recebeu recursos, ela encerrou a campanha com entrada de R$ 1,5 milhão e saída de R$ 818 mil com despesas. 

Distribuição 

As direções partidárias são as maiores fontes de recursos dos candidatos. Isso pode ser verificado na prestação de contas. Sendo assim, a distribuição do aporte financeiro pode ter relação com o favoritismo do candidato ou a tentativa estratégica de se influenciar o resultado.  

Pela legislação vigente, os partidos recebem dinheiro dos fundos eleitorais e partidários conforme a representação deles no Congresso Nacional, quantos deputados federais em mandato, maior é a fatia. 

Contudo, a distribuição interna desses recursos não tem influência das leis, exceto nos casos de cotas por raça e gênero. Os dirigentes das agremiações rateiam os fundos de acordo com suas preferências e a influência dos candidatos nas siglas. 

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