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Efeito pandemia: UFMT reduz 25% de gastos com energia e coloca orçamento nos trilhos

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André Souza

Assim como outras instituições, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) passou por momentos extremamente delicados, em 2019. O corte no fornecimento de energia, a situação dos terceirizados sem salários e a precarização de unidades como o Hospital Veterinário são exemplos dos problemas. Mas cerca de um ano depois, após o advento pandemia, a situação parece entrar nos trilhos.

Segundo a reitoria, todas as dívidas estão zeradas e todos os contratos estão em dia. O saldo no azul se dá, em parte, pela suspensão das aulas presenciais. Sem aulas, só a economia com energia elétrica chegou a 25%.

Em 2019, a dívida com a concessionária chegou a beirar os R$ 5 milhões e o fornecimento foi interrompido. A UFMT chegou a ficar oito horas sem energia elétrica, em julho do ano passado.

À época, a então reitora Myrian Serra apontou o bloqueio de 30% no orçamento como causador dos problemas. Decretado pelo governo federal, o corte orçamentário reduziu o custeio de R$ 90 milhões para R$ 60 milhões.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A estimativa é que, de março até agora, a Universidade tenha gastado em média R$ 300 mil a menos com energia elétrica. O gasto anual é de quase R$ 4 milhões.

O impacto positivo na conta vem das salas de aula fechadas em função da pandemia da covid-19. A ausência dos alunos influencia também no uso de outras estruturas, como o Restaurante Universitário, que também está fechado e, por isso, representa um gasto a menos.

A economia poderia ser maior já que os setores administrativos continuam funcionando.

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Essa economia tem sido transferida para o auxílio dos estudantes em vulnerabilidade social e projetos de extensão. Entre eles, o investimento em acesso à internet para estudantes, produção de álcool em gel e máscara para atendimentos psicológicos para a comunidade”, cita o atual reitor, Evandro Soares.

A UFMT também enviou caminhões-pipa para o combate ao fogo no Pantanal.

Mais crise e renúncia

Em 2019, a crise também teve outros episódios: os seguranças – servidores terceirizados – protestaram contra a falta de pagamento. Com faixas e cartazes, eles alegaram três meses sem salário, em outubro de 2019.

De um lado, a empresa contratada informava a falta de repasse da UFMT que, por sua vez, argumentava que os pagamentos estavam em dia.

Já em 2020, a precariedade foi denunciada no Hospital Veterinário. Com falta de seguranças, a unidade foi alvo de dois furtos. Os casos forma registrados em fevereiro.

Em protesto, os alunos carregaram cartazes e cobraram providências. Em conversa com os universitários, a até então reitora, Myrian Serra, falou mais uma vez das dificuldades orçamentárias e acabou vaiada. Com ar de insatisfação, ela deixou a manifestação dos alunos no meio da fala.

Dias depois, Myrian renunciou ao cargo. Quem assumiu foi o vice, Evandro Soares.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro nomeou Soares para mais quatro anos no comando da instituição. Ao assumir o cargo, o novo reitor apontou, novamente, o orçamento como maior desafio a ser superado.

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