“Orçamento é o maior desafio”, diz novo reitor da UFMT

Evandro Soares vai comandar a instituição até outubro e, por enquanto, não pretende fazer grandes alterações nos planos de Myrian Serra

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Há cinco dias no cargo de reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o professor Evandro Soares revelou que o orçamento reduzido deve ser o maior desafio de sua gestão. Ele assumiu o comando da instituição após a renúncia da ex-reitora Myrian Serra, que alegou motivos pessoais para deixar o comando da universidade.

“Do ponto de vista material, o maior desafio é, certamente, por questões financeiras. Temos um orçamento 43% menor em comparação com o ano anterior”.

A solução, segundo ele, é buscar apoio da bancada federal para descontingenciar os repasses.

LEIA TAMBÉM

Evandro assume a instituição após uma série de polêmicas. No campo das finanças, entre elas, esteve o corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento e a greve de servidores terceirizados, ambas no ano passado.

Contudo, os contratempos, de acordo com o novo reitor, são página virada.

“A UFMT está com as contas em dias. A conta de luz de fevereiro já está paga e há regularidade de todos os contratos e prazos”, garantiu.

Plano de segurança

Já este ano, a falta de segurança dentro do campus Cuiabá fez professores e alunos saírem em protesto. Em fevereiro, o Hospital Veterinário foi invadido duas vezes.

Para contornar a situação, a proposta de Evandro é a elaboração de um plano de segurança. O desejo do novo reitor é que a instituição possa colocar vigilantes móveis por todo o campus e instalar sistemas de videmonitoramento.

“Já entramos em contato com servidores da Polícia Militar para que façamos um plano de segurança, com uso de tecnologia como câmeras para ajudar na prevenção desses delitos”, apontou.

Evandro Soares concedeu entrevista coletiva na sexta-feira (6), dias após tomar posse no cargo (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Ofício 10/2019

Em setembro do ano passado, Myrian Serra – quando ainda estava no cargo – assinou um ofício com medidas emergenciais por causa dos cortes no orçamento.

A suspensão do “ligeirão” (ônibus que faz o transporte de alunos dentro campus) e o uso não acadêmico das quadras de esporte, são exemplos de medidas adotadas à época. Por ora, segundo o reitor, elas serão mantidas.

“Vamos discutir com os conselhos para podermos revogar e apontar novos caminhos. Queremos uma melhor qualidade não só para os estudantes, professores, técnicos, mas para toda a comunidade”, frisou.

Como reitor, o mandato dele segue até 13 de outubro desse ano.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

3 COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorDentro do lar, o pior inimigo: o crime de feminicídio em MT
Próximo artigoSecretaria sem secretária