UFMT pode fechar as portas em setembro por falta de dinheiro

Reitora teria se reunido com diretorias para avisar sobre a situação

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Água, luz, telefone, segurança patrimonial, limpeza, Restaurante Universitário e Casas do Estudante. Manutenção de laboratórios e compra de materiais: a direção da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pode ser obrigada a suspender todas as atividades, sem previsão de retorno.

Fonte do LIVRE assegura que a reitora Myrian Serra se reuniu com a diretoria da UFMT na última sexta-feira (23) e, na ocasião, teria avisado que a instituição só tem saldo em caixa para funcionar até o dia 31 de agosto.

De acordo com o que Myrian teria informado, caso o Governo Federal não repasse mais dinheiro, a universidade não será capaz de manter os compromissos firmados em contrato. As dívidas foram apresentadas em um slide, com a situação financeira da instituição.

Conforme os dados, a UFMT possui um gasto mensal de R$ 6,1 milhões com esses contratos.  No valor estão incluídos gastos com a vigilância, portaria e limpeza – além do Hospital Veterinário (Hovet).

A maior despesa mensal é contraída no campus Cuiabá, onde os valores somam R$ 3,37 milhões mensais. O valor equivale a 55,29% das despesas.

Slide apresentado pela reitora da UFMT, Myrian Serra

Ainda segundo a apresentação, até o fim do ano as dívidas chegam a R$ 15,7 milhões. E acrescidos os custos do Pasep, o valor chega a R$ 20,6 milhões. No entanto, a UFMT deverá receber, até dezembro, R$ 15,5 milhões.

Na avaliação da reitora – apresentada na reunião -, é possível que, a partir de setembro, haja novo corte de energia e água. A rescisão contratual dos demais serviços e a interrupção nas atividades acadêmicas também são consequências.

Outro lado

O LIVRE tentou contato com a reitora Myrian Serra, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Olha aí, um governo que não valoriza a educação é assim mesmo. O número 03 está estudando História pelo youtube, para passar no exame de embaixador… a que ponto a estupidez nos levou!

  2. Parabéns aos pensadores de esquerda conseguiram detonar com o próprio ninho.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Simples, reduza as DESPESAS, chame os fornecedores, re-veja os contratos se RE-ADEQUE a realidade,
    a vida é feita de mudanças, todas as empresas e familia do BRASIL estao fazendo isso.
    E PARE DE MI MI M MI MI MI…..

    • vc efetivamente não a menor ideia de como funcionam contratos, né? especialmente no serviço público, onde são necessários processos transparentes, democráticos e auditáveis para impedir a corrupção, o que leva tempo. também não tem ideia de como funciona uma universidade e o que representam 30% de cortes em verbas de custeio de uma hora para a outra. Aliás, aparentemente também não sabe que quase R$ 1 bilhão dos cortes nas universidades foi, como admitiu o próprio ministro, para pagar as emendas parlamentares que permitiram a votação da previdência que vai acabar com a SUA aposentadoria e retirar R$ 1 trilhão da economia real levando inevitavelmente ao aumento da recessão e do desemprego.

    • Essa galera dos comentários anteriores são tão alienados no vôMITO que sao incapazes de entender os impactos destas ações de contingenciamento do governo federal para a Universidade, considerando os contratos e despesas obrigatórias. Falam do PT igual papagaio gago, mas acoitam a descomunal falta de senso, inexperiência e incapacidade administrativa desse político de estimação na presidencia.

  4. É,acho q tá na hora dessa Reitora sair do cargo. É uma vergonha para a UFMT, lugar que cria as cabeças pensantes, não ter habilidade para crescer nos momentos de crise.

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