É justo que muito custe o que muito vale

Começos são animadores. Começo de relacionamento, de um novo trabalho e os começos de ano.

Não sei ao certo o motivo desses sentimentos, mas penso estar relacionado às possibilidades, do que poderá vir a ser. É mais trabalhoso, de um ponto de vista intelectual e espiritual, reformar algo – porque há limitações.

E ao começar tudo do zero, em tese, até que a primeira decisão seja tomada, somos livres de restrições e isso é muito sedutor. Inclusive, é um dos perfumes que seduzem no pensamento revolucionário: descartar o que existe e começar tudo do zero, de novo e de novo.

Ao virar o ano, muitos esperam que ele seja melhor do que o anterior. Chesterton nos provoca quando diz: ao invés de esperar um ano novo, por que não sermos pessoas novas?

Só que aí temos um problema, porque não tem como começar tudo do zero na nossa vida.

E se você está lendo isto aqui, é porque já passou por muita coisa. Coisas das quais se orgulha e coisas das quais se arrepende. Então, não é possível ser alguém novo sem que o velho esteja presente, porque ele faz parte.

Houve anos em que as minhas resoluções de final de ano foram mirabolantes, com muitas promessas e aquelas coisas todas que vocês conhecem. Graças a Deus neste ano algo mudou.

Não que as promessas deixaram de existir, mas eu quis dar continuidade ao que já estava sendo feito. Eu pude olhar com calma aquilo que gradualmente eu poderia mudar, enquanto mantinha aquilo que eu sabia que estava sendo bom.

Essa continuidade é o que nos levará longe e não ficar mudando os planos todos os anos, meses ou em menos tempo. Tudo o que foi relevante nesse mundo levou tempo para ser construído. Por que com nossos planos seria diferente?

Santa Teresa d’Ávila nos diz: “É justo que muito custe o que muito vale”.

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