‘Di’ de Glauber Rocha e ‘A Rainha Diaba’ serão exibidos no Cineclube Coxiponés nesta 4ª

Sessões propõem um percurso alternativo sobre a história brasileira, às 19h, na Sala Névio Lotufo

A rainha diaba

Um marginal homossexual luta pelo controle do tráfico de drogas em reduto boêmio do Rio de Janeiro no filme “A Rainha Diaba” (1974, cor, 100 minutos), de Antônio Carlos da Fontoura, atração dessa quarta-feira (18), às 19h, na Sala Névio Lotufo do Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O curta-metragem “Di” (1977, cor, 15 minutos), de Glauber Rocha, abre a sessão. Para ambas as exibições, a classificação indicativa é livre e a entrada é gratuita.

Os filmes compõem a programação do projeto de extensão Cinema brasileiro: um percurso alternativo sobre a história, coordenado pelo professor Leonardo Esteves, dos cursos de Radialismo e Cinema & Audiovisual da UFMT. O projeto consiste na exibição de filmes de diferentes períodos do cinema brasileiro, sempre seguida de conversa com os participantes da sessão.

“Di” (1977, Glauber Rocha)

As exibições integram uma programação complementar à disciplina “Cinema Brasileiro”, ofertada no primeiro semestre da graduação em Cinema & Audiovisual e acontecem na Sala Névio Lotufo do Cineclube Coxiponés, que está localizado nas imediações do Centro Cultural da UFMT e pode ser acessado pelo bosque e vias próximas à Adufmat ou pela entrada que fica nas proximidades da Caixa Econômica Federal da Rua 1 do Bairro Boa Esperança. Mais informações: (65) 3615-8349.

Sobre os filmes

O enredo de “A Rainha Diaba” gira em torno da personagem homônima (interpretada por Milton Gonçalves), marginal homossexual que – do quarto de um bordel onde mora – controla o crime organizado. Ora afetuosa, ora irascível, a personagem suscita medo e respeito entre as pessoas que a rodeiam. O roteiro do filme foi construído por Antônio Carlos da Fontoura a partir de um argumento do dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999).

“A Rainha Diaba” (Antônio Carlos da Fontoura, 1974)

Filmado em outubro de 1976, logo após o retorno de Glauber dos Estados Unidos, o documentário “Di”, cujo título original, tirado de um poema de Augusto dos Anjos, era “Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão, Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!”, ficou conhecido como “Di Cavalcanti Di Glauber”, ou apenas “Di”, e recebeu o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cannes, em 1977, que foi presidido pelo cineasta Roberto Rosselini, amigo do pintor.

(Com assessoria)

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