De olhos vendados, motorista escuta sequestradores discutindo se vão, ou não, matá-lo

Os ladrões sequestram a vítima para roubar um carregamento de remédios que ele estava transportando

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O motorista de uma caminhoneta utilizada para transportar remédios passou por um momento de terror nessa terça-feira (18), durante um assalto com sequestro em que os bandidos ficaram discutindo na frente dele se o matavam, ou não.

O caso teve início nas proximidades da Ponte Sérgio Motta, entre Cuiabá a Várzea Grande, onde, por volta das 17h30, três homens em um VW Gol de cor preta, um deles armado, abordaram o motorista da caminhoneta, de 41 anos, mandaram ele descer do carro que dirigia e entrar no Gol.

Ele obedeceu à ordem. Dentro do Gol, ele foi vendado e assim ficou até o momento em que foi abandonado na Avenida das Torres, em Cuiabá. Ele contou aos policiais que, antes de ser liberado, os sequestradores começaram a discutir se atiravam nele, ou não. A cena inclusive teria sido filmada.

Conforme o boletim de ocorrência, o caso chegou à polícia porque o dono carro o estava rastreando e descobriu que o veículo tinha sido abandonado na Rua Projetada, nos fundos do Supermercado Big Lar, do Bairro Jardim das Américas.

Uma equipe policial foi até o local e encontrou a caminhoneta Hyndai/HR HDB, de cor branca, toda aberta e vazia, inclusive o compartimento de carga. Os policiais checaram o veículo e constataram que era o mesmo roubado há poucos minutos próximo à Ponte Sérgio Motta.

Depois de alguns minutos, o gerente da empresa proprietária do carro chegou ao local e informou aos policiais que dentro do compartimento de carga eram transportados vários medicamentos e que poderia confirmar quais estavam ali depois que verificasse as notas fiscais.

Ele informou que tinha entrado em contato com o motorista do veículo, que estava bem, apesar de ter sido sequestrado. Os militares foram junto ao gerente para a Central e Flagrantes de Cuiabá e aguardaram a chegada do motorista, que conseguiu ir para lá pouco depois e relatou o que tinha acontecido.

O boletim foi registrado como roubo, sequestro e cárcere privado. Até o momento ninguém foi preso.

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