Bolsonaro vai reunir bancada para devolver Coaf à Justiça, diz Selma

Senadora foi uma das maiores defensoras da proposta do governo no Congresso

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Autora de uma das mais firmes defesas pela manutenção do Coaf na estrutura do Ministério da Justiça, a senadora por Mato Grosso, Selma Arruda (PSL) revelou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) convocou uma reunião com os deputados federais que vão analisar a Medida Provisória que altera a estrutura do governo federal.

Na quinta-feira (9) deputados e senadores derrubaram a proposta do governo, que tirava o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia e o repassava para o Ministério da Justiça, controlado por Sérgio Moro.

Conforme Selma, apesar da derrota na comissão especial, a bancada governista está coesa, por isso, ela crê que, na votação em plenário, o Senado decidirá em favor do presidente.

Desde janeiro o Coaf está na Pasta comandada por Sérgio Moro, ex-juiz responsável pela operação Lava Jato.

“A esquerda no Senado é mais tímida e nós [direita] temos possibilidades de manter o texto enviado pelo presidente Jair Bolsonaro. De qualquer forma, é claro que é necessário ainda que a gente continue a trabalhar neste sentido [manter o texto original]. Não vamos sossegar enquanto a gente não conseguir fazer com que o Coaf continue prestando serviço diretamente ao órgão que mais se interessa: o Ministério da Justiça”, disse a senadora.

Bancada de MT

A bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional teve participação decisiva na análise da proposta na comissão especial. Além de Selma Arruda, o senador Jayme Campos (DEM) e o deputado federal em exercício Valtenir Pereira (MDB) votaram.

Nem Jayme nem Valtenir faziam parte da comissão desde o início. Eles assumiram vaga no dia anterior e votaram para derrubar a proposta do presidente Bolsonaro. De Mato Grosso, apenas Selma Arruda votou pela permanência do Coaf no Ministério da Justiça.

A senadora defendeu a proposta afirmando que o Coaf investiga assuntos financeiros que servem de base para atuação do Ministério Público e da Polícia Federal e que “não vai haver nenhum tipo de abuso”.

“A lei que instituiu o Coaf é de 2012, a partir do Tratado de Palermo, que é um tratado das Nações Unidas contra à corrupção. São imposições internacionais, não podemos ser levianos e fazer ‘birra’ com relação ao Coaf”, argumentou completando: “vamos tentar convencer os parlamentares neste sentido e reverter essa situação”.

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