Após um ano, mulher resolve denunciar torturas, agressões e ameaças do marido

Ela era obrigada a se manter em um relacionamento sob ameaça de ser morta e ter sua família assassinada

Foto: Reprodução

Uma mulher de 36 anos resolveu dar um basta em uma vida de terror, tortura e todo tipo de violência possível que ela sofria dentro de sua própria casa em um relacionamento com o companheiro, de 32 anos. Ela o denunciou nessa sexta-feira (20).

Conforme o boletim de ocorrência, o relacionamento do casal começou há um ano e três meses e o suspeito sempre demonstrou ser uma pessoa ciumenta e possessiva, até chegar ao ponto de não permitir que ela tivesse qualquer contato com a família.

Para mantê-la longe de todos, ele usava de violência psicológica e a fez, inclusive, excluir todas as redes sociais.

Ela contou à polícia que ele já chegou a enforcá-la até ela quase perder a consciência, por causa de um notebook, e colocou uma arma engatilhada na cabeça dela dizendo que iria matá-la.

Todas as vezes que ela tentava falar com alguém da família, precisava apagar as mensagens, pois se o companheiro pegasse alguma conversa, a ameaçava e agredia.

Nessa sexta-feira, após muitas ameaças e agressões, ela queria ver o filho jogar bola e pediu para ir ao Ginásio Verdinho, no Bairro CPA I, em Cuiabá, para vê-lo. Mas o suspeito não permitiu e passou a xingá-la, rasgou a roupa que ela vestia e a empurrou, fazendo-a cair no chão e bater o corpo no guarda-roupa.

Depois disso, ele procurou a arma para, mais uma vez, ameaçá-la, mas ela havia escondido dele e, por isso, o suspeito não encontrou.

Ele continuou xingando a mulher, pegou um canivete, puxou-a pelo cabelo, colocou a ponta do canivete no peito dela e continuou a ameaçá-la, até que decidiu levá-la para ver o jogo do filho.

Já no Verdinho, ela tentou falar com o filho por WhatsApp e, por isso, passou a ser xingada pelo companheiro, que viu a cena e chamou a mãe para sair de perto do padrasto e acompanhá-lo até a praça do Bairro CPA I.

O suspeito, no entanto, não deixou ela ir e o filho puxou a mãe. O acusado, então, passou a ameaçar o filho da esposa, dizendo que “ele não sabia quem ele era e o que poderia fazer”.

A Polícia Militar foi acionada e ouviu a vítima, que relatou à polícia que há muito tempo tenta, mas não consegue sair do relacionamento, já que sempre que tenta terminar o suspeito diz que vai matá-la, que vai se matar e que vai matar as pessoas que ela ama.

Ela disse, ainda, que o acusado “sempre a agride verbalmente, chamando-a de capeta, demônio, vadia, piranha e biscate, quando tenta se separar, dizendo ainda que ela quer se separar por ter outro homem”, consta no boletim de ocorrência.

A mulher afirmou que já não aguenta mais tanta violência psicológica, verbal, física e as ameaças de morte.

Os policiais foram com ela em casa e encontraram a arma que o suspeito usava para ameaçá-la, uma pistola calibre 38, com cinco munições.

A mulher contou, ainda, que o suspeito a obrigou a fazer empréstimos, utilizando como garantia a pensão do filho dela, para pagar dívidas de um veículo financiado por ele, que estava sob busca e apreensão.

O suspeito foi preso e encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, acusado de lesão corporal, ameaça, dano, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e “tortura submetendo alguém sob sua guarda, poder, ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal, ou medida de caráter preventivo”.

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