91 anos de história: a trajetória do sertanejo raiz que dominou o gosto musical dos brasileiros

Costumes caipiras cantados em versos desde 1929 ganharam ares de sofrência, amores não correspondidos, ritmos dançantes e título de identidade musical do Brasil

“Aqui em São Paulo o que mais me amola
É esses bonde que nem gaiola
Cheguei, abriro uma portinhola
Levei um tranco e quebrei a viola
Inda puis dinhêro na caixa da esmola!
Eu vou m’imbora pra minha terra
Esta porquêra inda vira em guerra
Esse povo inda sobe a serra
Pra morde a light que os dente ferra
Nos passagero que grita e berra!”

Esse trecho da música “moda do bonde camarão”, escrita por Cornélio Pires e Mariano da Silva na década de 20, retrata em poucas palavras como o caipira se espantava com a cidade grande e a vida moderna. Ao passar das décadas, os costumes caipiras e a vida simples do sertão permaneceram, mas a canções sertanejas passaram por uma brusca metamorfose.

Cornélio foi o precursor da música caipira e responsável por dar voz ao matuto. Suas letras sofreram o preconceito de críticos, que julgavam as canções cafonas, inexpressivas e redundantes, como conta Waldenyr Caldas na obra “O que é música sertaneja”.

Foto: Roleta Online Betway

Enquanto a cultura europeia era enaltecida e copiada, os costumes genuinamente brasileiros eram inferiorizados por quem morava na “cidade grande”. Realidade essa, narrada com humor nos filmes estrelados por Mazzaropi.

A era do reconhecimento

50 anos depois de seu surgimento, e após passar por modificações, a música sertaneja começa a ganhar espaço. O boom veio na década de 80, com a influência country. A viola ganhou a parceria de instrumentos como sanfona, bateria, guitarra, e também se tornou mais dançante com ritmos do forró.

Nos anos 2000 o estilo se consolidou. O que era considerado cafona, passou a dominar o gosto musical dos brasileiros. E foi então que o sertanejo conquistou os jovens com a vertente ‘sertanejo universitário’.

Para se ter uma ideia do reconhecimento, duplas passaram a exportar suas músicas numa pegada made in Brazil, mais popularmente conhecida como made in roça, com shows que hoje chegam a custar meio milhão de reais, como da dupla Jorge & Mateus (segundo o site Movimento Country) atravessando fronteiras em turnês no continente Europeu e América do Norte.

Foto: Roleta Online Betway

Outra boa notícia veio em setembro de 2019. A música raiz sertaneja foi declarada patrimônio cultural imaterial do Estado de São Paulo.

A era das lives

Devido a pandemia do coronavírus, foi preciso se reinventar. E, graças a internet, a interação com o público foi mantida, mesmo que à distância. Artistas se adaptaram à nova realidade. Os palcos deram lugar a cenários mais intimistas, criados dentro da própria casa dos cantores, estreitando uma aproximação ainda maior entre público e artista.

As grandes aliadas nesta nova era foram as plataformas digitais. Uma pesquisa feita pelo site de roleta online Betway Cassino, evidencia o consumo da música sertaneja em serviços de streamings como Youtube, Apple Music e Deezer.

Segundo a UBC – União brasileira de compositores – um levantamento feito em abril de 2019 mostrou que o segmento digital cresceu 117%, em apenas um ano, provando a força da cultura musical sertaneja.

Foto: Roleta Online Betway

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