5 passos para um Detox Digital eficaz

Saiba como ter atitudes que vão ajudar a passar menos tempo no smartphone e ter uma vida mais saudável

(Foto: Reprodução/Financial Times)

Você sabe o que é um Detox digital? Como funciona? Se a sua ideia é aquela de que tem pessoas do “outro mundo” que não usam smartphone e têm uma vida mais equilibrada mentalmente, você pode estar errado.

 

Assim como o Detox Alimentar, o digital se refere à desintoxicação pela tecnologia, que muitas vezes está trazendo mais riscos que benefícios para nossa saúde, nossas relações e para a sociedade como um todo.

 

Segundo Tim Wu, autor de “Attention Merchants”, diz que precisamos agir em nível individual e coletivo para recuperar o controle sobre nossa atenção e assim reconquistar nossa própria experiência de viver.

 

Colocando a mão na massa:  faça uma triagem tecnológica.

 

Para um Detox Digital efetivo é bom ter em mente que você não vai se desconectar do mundo, e que precisa ter um plano de ação para se livrar da bagagem tecnológica que não precisa.

 

E a primeira regra é fazer uma triagem tecnológica.  Muitas pessoas tentam dar um tempo do smartphone e não conseguem precisamente porque não estabeleceram um plano para ter uma relação melhor com as telas.

 

Precisamos identificar a razão pela qual pegamos tanto em nossos smartphones e nos distraímos com atividades que estão saqueando nossa atenção e deixando a gente sem tempo para o que de fato importa. Você pode visualizar quanto tempo passa no smartphone no seu tempo de tela inserido em quase todos os tipos de aparelhos, e estabelecer uma atividade por dia para mudança de hábitos.

 

Diga não às notificações:

 

Repita comigo: “As notificações são irresistíveis ao cérebro“. Basta um alerta para que você se distraia, perca o foco e oriente seus olhos a uma mensagem, e-mail, post ou qualquer coisa que faça alguém lucrar.

 

Quando decidi que ia colocar TODAS as minhas notificações no silencioso, um colega de trabalho quase enfartou: mas, e se for emergência? E imediatamente disse que, se algum dia tivesse um pedido de socorro, as pessoas iriam me ligar. E assim o fizeram quando precisaram.

 

Por isso não tenha medo, desative todos os alertas que não sejam ligações e faça uma lista VIP de e-mails como a do seu chefe para não se perder.

 

Organize seus Aplicativos:

 

Decida quais aplicativos roubam sua atenção e quais melhoram seu cotidiano. O demais pode apagar da sua tela. Isso gera fôlego para nosso cérebro, e ajuda a não cair na tentação de pegar o smartphone sem necessidade.

 

Se for ficar com mais aplicativos do que cabem em uma página, priorize por categoria. Para quem acha difícil deletar os jogos, faça a seguinte estratégia: delete eles da página principal, e toda vez que for jogá-los reinstale e isso também vale para as redes sociais. Com o tempo alguns deles serão obsoletos.

 

Mude o carregador de lugar.

 

Agora que já reorganizou seus aplicativos, zerou suas notificações e fez uma triagem tecnológica, que tal organizar os espaços à nossa volta para impedir de checar a todo o momento as telas?

 

Estabeleça lugar zero telas. Uma relação comum com as telas é que muitos olham o aparelho antes de dormir, depois que acordam, e muitos acordam no meio da noite para dar uma olhadinha.

 

O jeito mais fácil de quebrar esse mal hábito é dificultar o alcance quando estiver na cama. Assim, mude o carregador de lugar, e que ele esteja longe do espaço em que você dorme.

 

Retome sua vida real.

 

A boa notícia das práticas de Detox Digital é que elas nos ajudam a ter uma vida mais equilibrada mentalmente e a dar sentido ao que realmente faz sentido para cada um de nós. 

 

Podemos melhorar nossa saúde física, nossas relações afetivas, e ainda desfazer muitos dos efeitos negativos causados pelo nosso uso indevido da tecnologia, como o sono e o stress.

 

O mais importante com a prática é que você retome sua vida, e quanto mais for tendo resultados positivos de seus novos hábitos, vai se dar conta de que tem experiências que serão somente suas e de quem vive com você, e não de uma tela. 

 

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br 

 

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