44 propostas para a retomada da indústria

Presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, foi convidado pela CNI para falar em nome de todas as federações de indústria do país

(Foto: Eduardo Cardoso)

Uma delegação com 16 empresários da indústria mato-grossense participou de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro e diversos ministros na manhã desta terça-feira, em Brasília. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o encontro serviu para a entrega de um documento com 44 propostas para a retomada da indústria e do emprego em 2022.

As propostas abrangem as áreas de tributação, eficiência do estado, financiamento, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, comércio exterior, relações de trabalho e micro e pequenas empresas.

À frente de delegação, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, foi convidado pela CNI para falar em nome de todas as federações de indústria do país. Em uma fala realista, ele destacou os pontos positivos do país e defendeu ações concretas para redução do custo Brasil e a ênfase na questão da sustentabilidade, para melhorar o acesso dos produtos brasileiros e mercados mais exigentes.

“O Brasil está muito à frente do resto do mundo na nova ordem econômica mundial, a chamada economia verde, por tudo que já fazemos. O futuro do mundo é claramente espelhado no nosso presente. Sendo assim, a pergunta a ser feita é: o que nos impede de atingir nosso pleno desenvolvimento e também o reconhecimento internacional por essa atuação?”, questionou.

Para ele, a falha em atacar o Custo Brasil é um desses obstáculos. “Ele consome R$ 1,5 trilhão da nossa economia todos anos, mais de 20% do PIB. É preciso modernizar nosso ambiente de negócios para reverter esse quadro, com reformas estruturantes, como a tributária, que gerem crescimento econômico, mais empregos e redução das desigualdades regionais.”

Ele destacou também, entre outros pontos, a necessidade de apoio à industrialização, com investimento em pesquisa, inovação e tecnologia voltados à digitalização e práticas sustentáveis, lembrando que já temos vantagens sobre outros países por contarmos com uma matriz energética limpa, 85% baseada em fontes renováveis.

A importância da implantação de um mercado de carbono regulado e eficiente foi outro ponto defendido por ele, que citou o RenovaBio como um exemplo positivo brasileiro.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, formalizou a entrega do documento com propostas a Bolsonaro, alertando para a necessidade de inverter a tendência de queda da atividade industrial no país – a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano na última década.

“Os desafios são muitos, a agenda é complexa e não existe uma única medida que leve o País para onde desejamos. A agenda precisa ser tratada em conjunto para que alcancemos a meta de uma economia forte, com crescimento estável e bem-estar social”, afirma Robson Andrade.

(Da Assessoria)

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