Parte interna é finalizada e trânsito na Trincheira Jurumirim é liberado nesta sexta-feira

A segunda etapa será iniciada na sequência com os reparos na parte superior da trincheira (marginais)

(Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT)

O Governo de Mato Grosso concluiu os trabalhos de recuperação da parte interna do Complexo Viário Engenheiro José Luiz Borges Garcia, a Trincheira Jurumirim, e irá liberar o trânsito no local nesta sexta-feira (28).

O governador Mauro Mendes e o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, estarão na trincheira às 8 horas. Na oportunidade, será explicado o trabalho feito até agora e como serão as intervenções na parte superior do complexo.

Para recuperar a obra, projetada para a Copa do Mundo e nunca entregue oficialmente, o Estado investiu R$ 14 milhões em recursos próprios. Foram realizados serviços de drenagem, impermeabilização, pavimentação e recomposição da iluminação.

Histórico da Obra

A construção da trincheira Jurumirim/Trabalhadores começou em 29 de março de 2012, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014. Com orçamento inicial de R$ 39,3 milhões, a obra foi paralisada em julho de 2014, já tendo custado R$ 50,5 milhões e com 98% dos serviços executados pelo Consórcio Sobelltar.

No fim de 2014, começaram a surgir problemas precoces, como infiltrações nas paredes da trincheira e defeitos no pavimento da parte interna. A então Secretaria de Estado de Cidades (Secid) iniciou tratativas no começo de 2015 para que o Consórcio corrigisse os problemas e finalizasse a obra.

A negociação não obteve resultado e o Consórcio se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) proposto pelo Tribunal de Contas do Estado. O Consórcio também não apresentou um plano de ação para sanar os problemas, mesmo sendo notificado pelo Estado diversas vezes.

Logo no início da atual gestão, a Sinfra-MT tentou pela última vez um acordo com as antigas empresas, que outra vez se recusaram a assumir a responsabilidade pelas patologias.

Diante desses fatos, em junho de 2019 foram iniciados estudos para identificar as causas dos problemas e quais seriam as soluções para eles. O trabalho foi finalizado em agosto de 2020.

O projeto executivo mostrou que seria necessário retirar toda a camada asfáltica da parte interior da trincheira, assim como parte do aterro, para aplicação de uma nova solução para a drenagem. Também seria necessário limpar as cortinas e refazer todas as juntas de concretagem, com injeção de produto para sanear as infiltrações e impermeabilizar as paredes, além da substituição das juntas da parte superior da trincheira.

A licitação para a realização das obras foi lançada em outubro de 2020 e as sessões, realizadas em dezembro, apontaram o consórcio LM Cuiabá como vencedor, com um valor de R$ 14.200.437,44. O contrato foi assinado em 11 de fevereiro de 2021 e a ordem de serviço emitida em 08 de março de 2021.

Demora na liberação

Ainda em 17 de fevereiro, a Sinfra-MT realizou a primeira reunião com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá, apresentando o projeto e solicitando apoio para o início das obras. A Secretaria Municipal fez uma série de exigências e condicionou seu início ao término de outra obra realizada pela prefeitura. Devido ao posicionamento da Prefeitura de Cuiabá, a obra só começou em 08 de junho de 2021.

O atraso atrapalhou o cronograma das obras. Se os trabalhos tivessem começado em março de 2021, no período chuvoso, seria possível logo no início observar todos os problemas de infiltração e saná-los. Da mesma forma, a capa asfáltica seria aplicada no período da seca, o que não foi possível fazer.

Após o início da obra foram encontrados outros problemas de obstrução no sistema de drenagem, vários pontos das paredes com falha de concretagem e que precisaram ser preenchidos, além de problemas nos postes de iluminação, que foram resolvidos.

Todo o trabalho para consertar a parte interna da obra da Copa foi finalizado e o local já pode ser utilizado pelos motoristas, a partir desta sexta-feira. A segunda etapa será iniciada na sequência com os reparos na parte superior da trincheira (marginais).

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