Palavras de um passado ainda presente

Eu me deparei recentemente com meus textos de dez anos atrás. É como ler algo de outra pessoa – ainda que conhecida ou amiga, definitivamente, outra pessoa.

Há escritos com opiniões das quais hoje eu discordo totalmente. Há palavras que eu nem lembro se eram minhas. Mas há pensamentos que até hoje são os mesmos.

Ao passar meus olhos por aquelas letras, confesso que dei algumas risadas, me emocionei um pouco, tive vergonha, só que, mais que isso, fiquei feliz por ter guardado essas “fotografias” de momentos. Na foto, somos limitados a uma imagem. Por meio das palavras a riqueza de detalhes é outro.

Muita coisa mudou. Muita coisa. Percebo mudança nos textos a cada ano que se passou. Apenas uma coisa não mudou: a necessidade de escrever. Esse é o fio condutor que liga todas essas minhas palavras. Em momentos de alegria, tristeza ou reflexão, eu precisava escrever para poder processar e tentar entender meu mundo.

Outra coisa curiosa me ocorreu, agora com relação aos filmes e às músicas do meu passado.

O que você escuta ou assiste na infância geralmente tem um sabor de nostalgia, independente da qualidade objetiva da obra. Por vezes eu me perguntei: “Será que isso é bom mesmo ou só gosto por ter assistido quando criança? ”. Com essa pergunta, consegui separar claramente em duas colunas o que era cada um.

Além disso, como no caso de músicas, há algumas que eu gosto de ouvir pela nostalgia – só que para por aí, porque as letras já não fazem o menor sentido para mim. Muitas letras falam de realidades que hoje já não são a minha, mas que outrora eram.

É provável que daqui a dez anos, quando eu estiver lendo isto, eu tenha a mesma sensação de ler meus textos de adolescente. É bem provável. O que eu tenho certeza é que, quando esse dia chegar, eu vou precisar escrever sobre isso.

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