Obsessão pela desantropização

Ecocentrismo ou Antropocentrismo: O que é mais importante: a existência humana ou dos animais e plantas?

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Já repararam que as críticas modernas dos ambientalistas, replicadas e amplificadas pela imprensa alienante, nada mais são que um ódio à Humanidade? A evidente, mas não propalada abertamente, obsessão pela desantropização! E por antropização temos a noção de ocupação da Terra ou de um espaço específico dela pelo Homem.

Por quê? Porque para eles o Homem é visto como um parasita, um inimigo da biosfera, um inimigo de todos os animais e plantas que povoam a Terra. Isso desconsidera apenas a existência do… Homem!

Ou seja, para a corrente ambientalista mais radical e estridente – justamente a que pauta desde organismos globalistas como a ONU (seus órgãos internos) até a imprensa e, por esta, manobra os anseios psicóticos ecoterroristas refletindo-se na Histeria inculcada nas crianças desde o maternal e reforçadas até a faculdade – o Homem é justamente a variável que querem extirpar.

Segundo eles, o homem que deve se sacrificar pelos animais, e não o contrário; não é preciso apelar ao Livro de Gênesis e o mandato expresso de Deus para “dominar e usar a criação” para notar como essa idéia de sacrificar o Homem pela biota é estúpida.

Sabe aquela anedota “devolve para os índios”, que usamos quando pessoas querem reestabelecer a antropização de uma área ou região a níveis pré-cabralinos? (Ignorando o fato de que os índios também caçavam, causavam incêndios e afetavam o meio ambiente, claro). Pois os radicais querem mais que isso, eles querem devolver para a biota – excluindo-se a Humanidade, claro.

Ora, como colocar o Homem abaixo de vegetais, animais, minerais? Isso é decorrente de uma corrente misantropa em que a humanidade é doutrinada a odiar a si mesma. Não são seus exageros, seus luxos, suas volúpias e seu consumo o objeto de questionamento, mas a própria existência do Homem na face da Terra.

Isso acarreta que grande parte das críticas lançadas por ONGs ambientalistas não se preocupa em defender – de verdade! – o meio ambiente mas sim, antes de mais nada, em odiar a Humanidade e, por conseqüência, o homem individualmente.

Não admitem a diferença entre custo ambiental (aquele advindo das condutas necessárias para a existência e confortos humanos) e dano ambiental (aquele que supera limites de tolerabilidade e causa prejuízos justamente, antes de mais nada, para o homem).

Isso acaba dividindo o pensamento acerca dos Princípios de Direito Ambiental em duas correntes principais: o Antropocentrismo, aquele que tem a consciência fundamental de que o Homem tem o Direito Natural de se servir dos recursos naturais da Terra em situação de privilégio; e o Ecocentrismo, aquele que vê o homem, na prática, como o último dos seres vivos e abaixo de toda a composição da biota.

É uma verdade auto evidente que o Homem deve ser o centro das atenções das ações do Homem, e que o que causa mal ao meio ambiente não é um mal em si só, mas o é porque pode, justamente, causar indiretamente mal ao Homem.

Veja-se que aqui não se trata de um libelo pela poluição desenfreada, pela destruição gratuita do meio ambiente, pelo desperdício dos recursos naturais. Não, pelo contrário! É justamente um apelo de que só haverá desenvolvimento sustentável se houver – óbvio! – desenvolvimento, e este desenvolvimento pressupõe a existência e evolução do Homem.

Não há dúvidas que a única corrente plausível para um Direito Ambiental ponderado é a do Antropocentrismo, que á a única que se preocupa, antes de mais nada, com a existência do Homem, de suas necessidades basilares, de seus confortos e de seu desenvolvimento tecnológico. O Ecocentrismo é o caminho da barbárie, do retrocesso e do retorno aos padrões neolíticos de existência humana.

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Fernando Henrique Leitão é advogado militante no Direito Ambiental, professor universitário (e de especialização) e membro do Instituto Caminho da Liberdade – ICL-MT.

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