O objetivo é a Lava Jato

O establishment brasileiro não dá ponto sem nó

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o jornalista americano Glenn Greenwald, do site The Intercept, afirmando existir evidências da participação dele nos crimes de associação criminosa e de interceptação telefônica, informática ou telemática, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Glenn, assim, teria “auxiliado, orientado e incentivado” o grupo de hackers suspeito de ter invadido os celulares de autoridades brasileiras, inclusive o do ministro Sérgio Moro.

Mas quem são o Intercept e Gleen Greenwald? O Intercept é um jornal, fundado por Gleen, que se projetou mediante o denuncismo vago, querendo implantar uma suspeição sobre Moro, Dalagnol e todo o MPF à guisa de mensagens do Telegram supostamente trocadas entre estes, servindo unicamente para levantar suspeitas sobre a parcialidade da Operação Lava Jato

Algo de podre

Imediatamente, a nossa mídia investigativa, ao vivo e a cores, iniciou um intenso processo de divulgação dos trechos de mensagens entre Moro e procuradores federais, restaurando a campanha pela “ética”, mas desta vez na Lava Jato, com evidente finalidade de sensibilizar e indignar a opinião pública contra as decisões de Curitiba. Havia, sim, algo de muito podre por trás de tudo isso.

No final, os hackers acabaram sendo presos e comprovou-se que as mensagens foram transcritas com adulteração pela diferença entre uma e outra transcrição do próprio veículo, nada havendo que mostrasse orientação de Moro à acusação e constando, de permeio, provas que teriam sido solicitadas por Moro em caso no qual justamente absolveu o acusado, como o do petista Breno Altman.

Ora, Lula e o PT invadiram os nossos bolsos, Glenn Greenwald, segundo o MPF, invadiu, através de hackers, os celulares de agentes do Estado que escancaram o maior esquema de corrupção de todos os tempos.

De todo modo, isso serviu para mostrar o caráter caviloso das publicações do jornal, que, decididamente, não podem gozar da presunção de confiabilidade de uma imprensa séria.

Porém, qual foi o resultado de todo este intenso, articulado e obscuro enredo costurado entre The Intercept, mídia e STF? Nada mais, nada menos, que a soltura de Luiz Inácio Lula da Silva, através da mudança de tese sobre a “prisão em segunda instância” e nulidade de sentenças de diversos outros corruptos condenados na Operação Lava Jato.

O establishment brasileiro não dá ponto sem nó!

É evidente que todo o teatro de mentiras foi unicamente montado para ser mais um golpe contra o combate à corrupção, servir de crítica ao Ministro Sérgio Moro e reforçar à narrativa petista de “golpe contra a democracia”, “Dilma honesta”, “Lula livre” e tutti quanti.

Tanto é que, nas primeiras mensagens, o hacker se dirigiu a Manuela D’Ávila (PCdoB) com o número de telefone do senador Cid Gomes (PDT-CE), mas logo afirmou não ser Cid.

“Eu entrei no Telegram de todos os membros da força-tarefa da Lava Jato”, escreveu. “Dá para soltar Lula hoje”.

Pronto, o objetivo de asfixiar a Lava Jato, fazer o combate à corrupção regredir, livrar suspeitos e colocar Lula na rua foi desvendado.

O esforço de jogar luz sobre o que foi feito nas sombras iluminou a maior disputa em curso hoje no Brasil: a disputa do Brasil contra seu passado. Da lei contra a desobediência à lei. Do progresso contra o retrocesso.

Agora, é preciso usar da mesma estratégia adotada pela Lava Jato: seguir o rastro do dinheiro, para descobrir quem é o mandante desta vil e criminosa campanha. Já tenho um palpite, e você?

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