Não, policiais não estão sendo mortos por estarem armados

(Foto: Reprodução/O Livre)

Um velho sonho da esquerda brasileira é desarmar os policiais em seus períodos de folga, um sonho totalitário onde o monopólio da força e o poder, em sua última e derradeira instância, estarão não somente nas mãos do Estado, mas também restrito àqueles que naquele momento se encontram a serviço do próprio Estado, do Leviatã de Hobbes.

A primeira notícia dessa tentativa assassina de impedir policiais “em folga” de portarem suas armas remonta do ano de 1991 e ocorre pelas mãos do então deputado federal pelo PT, Eduardo Jorge. Sim aquele mesmo candidato “engraçadinho” à presidência da República em recentes águas passadas. Seu Projeto de Lei 2.246/91 [1] decretava sem maiores delongas:

Art. 1º Fica proibido o porte de armas de fogo por brasileiros e estrangeiros em todo o território nacional.

Parágrafo 1º

Estão excluídos dessa proibição:

I – militares das Forças Armadas, quando em serviço;

II – integrantes dos órgãos de segurança pública, quando em serviço;

Pois bem, o projeto não prosperou em sua íntegra, mas foi responsável por embasar futuras leis restritivas, entre elas o malfadado e criminoso Estatuto do Desarmamento. A ideia estapafúrdia, no entanto, não morreu e nos últimos tempos ganhou nova roupagem em boa parte da imprensa nacional, entre elas com o jornalista Ricardo Boechat que, não poucas vezes, afirmou que policiais, em especial os cariocas, estavam sendo assassinados por estarem armados.

[featured_paragraph]Só neste ano o Rio de Janeiro já contabilizou 63 policiais assassinados por criminosos, a maior parte deles em tentativas de assalto durante seu período de folga. É exatamente aqui que surge a lógica falsa e cruel de que esses policiais não conseguiram sobreviver mesmo estando armados e, portanto, estar armado não garante sua sobrevivência. Mas por que é uma farsa? Explico…[/featured_paragraph]

É fácil contabilizar os policiais que morreram, mas é impossível contabilizar os que sobreviveram única e exclusivamente por estarem armados! Tenho dezenas de amigos policiais, transito por esse meio há vinte anos e posso afirmar tranquilamente que não conheci um só soldado, um só policial civil ou federal que não tenha ao menos uma vez reagido e impedido um crime – incluindo a sua própria morte – sem que ninguém tenha saído ferido, e isso simplesmente não vira estatística. Também não são raros os relatos de policiais que trocaram tiros com criminosos, em seus horários de folga, mas por conta da legislação punitiva e perseguidora que enfrentam, acharam melhor simplesmente abandonar o local sem maiores explicações e até mesmo sem se identificar como agentes da lei. Nada disso é contabilizado!

Não obstante, quando um policial reage a um assalto – e não há outra opção uma vez que a maioria dos policias reconhecidos como tais são sumariamente executados – e mata seu ou seus agressores, o que ocorre? Como o caso é tratado geralmente pela imprensa? Violência policial! Então fica assim estabelecido nas grandes redações: se mata, está errado, se morre, também!

Interessante notar que o jornalista Ricardo Boechat – que ironicamente tem Eugenio como nome do meio – ao comentar o último caso ocorrido, o assassinato de um Policial Federal aposentado durante um assalto, e defender mais uma vez o desarmamento dos policiais “para sua própria segurança”, esqueceu-se de citar um “pequeno” detalhe: o Policial Federal morto pelas costas ao tentar fugir dos assaltantes estava DESARMADO!

Não, senhores palpiteiros ideológicos, os policiais não morrem por estarem armados. Eles morrem simplesmente por serem policias em um país onde a criminalidade foi glorificada, o criminoso inocentado em nome da justiça social, e o policial, nesse cenário, está sempre errado. Se a arma não é garantia infalível de defesa, muito menos o desarmamento o é. Aqui, vale a máxima popular: se você está armado, ou mata ou morre; se está desarmado, apenas morre.

SAIBA MAIS:

– A insaciável vontade de legislar: deputada quer proibir venda de armas entre particulares

– Mato Grosso se prepara para prender velhinhos e sitiantes com suas perigosas garruchas e espingardas

– Cidadãos armados enfrentam criminoso e evitam um possível massacre em loja do Walmart de Washington

– Armas para todos!

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[1] http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=6330A494248EA929ADC0F3490F24DED5.proposicoesWeb2?codteor=1155928&filename=Dossie+-PL+2246/1991

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