Governo aumentou salários, mas não conseguiu profissionais, diz Mauro Mendes

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, governador falou sobre as dificuldades da gestão e também sobre falta de articulação do governo Federal

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A falta de profissionais de saúde e a escassez de medicamentos na indústria são considerados os desafios atuais da gestão no combate a pandemia da covid-19, segundo o governador de Mato Grosso Mauro Mendes.

Ele concedeu uma entrevista à Radio Bandeirantes na manhã desta quinta-feira (9) e afirmou que, mesmo subindo o valor pago por plantão para R$ 1,8 mil, não encontra médicos disponíveis.

Relatou ainda que diariamente tem contato com os donos de industrias para tentar conseguir os remédios necessários, porém é informado que há dificuldade na produção por conta da falta de matéria-prima.

Neste ponto, ele cobrou a articulação do governo Federal sobre o assunto. Alegou ainda que não pode reclamar dos esforços da União, contudo é claro que a mudança de ministros e a falta de estabilidade da equipe dificultaria a articulação.

Considerou que neste momento torna-se essencial a ação de uma liderança – já que os estados e municípios precisam estar articulados nas ações para que os recursos sejam otimizados e rendam mais.

Situação atual

Com 97% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupados, Mendes define o momento atual como “delicado e angustiante”. Ele diz que novas vagas serão abertas nos próximos dias, mas que o índice de contaminação ainda é alto no Estado.

Ele argumenta que, mesmo com os esforços para melhoria estrutural do Sistema Único de Saúde, é preciso reforçar as medidas preventivas. No entanto, a população já está estressada com o cenário e o fator econômico acaba pressionando os prefeitos.

Então, mesmo com os relatórios de alerta emitidos pela Secretaria de Estado de Saúde, as medidas de isolamento social mais restritivas acabam virando caso de Justiça, o que deixa as pessoas ainda mais desorientadas sobre o que fazer.

“São liminares e recursos sucessivos, que acabam comprometendo um planejamento macro das ações no Estado como um todo”.

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