Gastos dos deputados federais de MT não diminuíram mesmo com pandemia

Despesas ficaram cerca de 15% abaixo das realizadas em 2019, mas os gastos com moradia e gabinete mantiveram o mesmo patamar

(Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

A redução das sessões presenciais, por conta da pandemia, bem como as eleições municipais, não impactaram nos custos dos deputados federais por Mato Grosso para os cofres públicos. A quantia de dinheiro gastos pelos oito representantes ficou, em média, apenas 14% abaixo de 2019, ano em que as atividades presenciais foram mais intensas. 

Todos os deputados – Carlos Bezerra (MDB), Nelson Barbudo (PSL), Dr. Leonardo (Solidariedade), Juarez Costa (MDB), Emanuelzinho (PRTB), Rosa Neide (PT), Neri Geller (PP) e José Medeiros (Podemos) – gastaram mais de R$ 1 milhão com as atividades e cargos relacionados às suas funções. 

Houve aumento de gastos com verbas que, em tese, poderiam ser menores por causa da distância de Brasília. O valor para o auxílio-moradia subiu 6%, de R$ 93 mil em 2019 para R$ 99 mil no ano passado. No ano passado, o número deputados em apartamentos funcionais caiu para seis, antes eram sete. 

A verba para manutenção de gabinetes teve leve queda. Os deputados encerram o ano passado com R$ 7,7 milhões em despesas; em 2019, a quantia foi de R$ 9,3 milhões, uma redução de 17%. 

O portal da transparência não tinha atualizado até esta quarta-feira (14) os gastos com viagens oficiais dos deputados federais. Em 2019, eles usaram R$ 18,3 mil com passagens aéreas.  

A cota parlamentar para atividades diretas dos deputados caiu apenas 14% e passou de R$ 2,8 milhões em 2019 para R$ 2,4 milhões em 2020. Carlos Bezerra (MDB) foi o deputado que mais gastou da cota, com uso de R$ 447.614. 

Logo em seguida ficou Nelson Barbudo (PSL) com gasto de R$ 401.922. Ele usou a cota, por exemplo, para atualizar suas redes sociais, conforme nota para ressarcimento entregue à direção da Câmara Federal. 

Dr. Leonardo (Solidariedade) fecha o ranking dos três mais com gasto de R$ 349.411. A cota foi mais usada para a divulgação das atividades dos parlamentares, ação que consumiu, em média, um terço do total gasto. 

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