G. K. Chesterton

Se você ainda não o conhece, permita-me contar a história de como eu o conheci

Qual o seu escritor favorito?

Assim, de bate-pronto, é difícil responder, não é? Até um tempo atrás, mesmo depois de pensar um pouco, minhas respostas eram diferentes a cada nova pergunta.

Diante dessa instabilidade, a conclusão é que eu ainda não estava convencido de quem, de fato, ocupava esse posto. Agora, se você me perguntar, a resposta será rápida e certeira: Gilberth Keith Chesterton. Ele era jornalista, poeta, escritor, e, se Deus quiser, um dia será Santo.

Se você ainda não o conhece, permita-me contar a história de como eu o conheci.

Chesterton é, entre muitas coisas, um grande escritor de grandes ideias em pequenas frases. Os seus escritos possuem um poder de concisão que torna muito fácil fazer uma citação. Inclusive, certa vez um amigo disse em tom de brincadeira: “Devo ter lido vários livros do Chesterton só pelas citações que eu vejo”.

Aonde quer que eu olhasse, sempre tinha alguém fazendo referência ao escritor inglês. Não dava mais para fugir. Então, decidi começar pela sua obra mais conhecida: “Ortodoxia”.

Sinceramente, eu devo ter gasto 2 ou 3 anos para terminar a obra inteira. Por mais que ele escreva de um jeito simples, os seus pensamentos são muito profundos. Em muitos momentos, eu simplesmente não conseguia continuar a ler. Eu precisava pensar sobre o que estava sendo dito. Os seus paradoxos são a cereja do bolo!

Ele vai construindo seu argumento aos poucos, juntando ideias daqui e dali, só que, em um pulo, ele aparece com esse coelho na cartola. Não vou me dar ao trabalho de tentar descrever melhor essa sensação, pois sou incapaz. Só que você saberá que estará diante de um paradoxo do Chesterton, pode ter certeza.

Mas, se você prefere um romance policial em vez de algo mais filosófico, também posso te indicar uma outra obra: Padre Brown.

Semelhante em gênero, mas profundamente diferente das obras de Sir. Arthur Conan Doyle e de Agatha Christie, temos aqui um detetive que é um simples Padre. Cada história é riquíssima em detalhes, em mistério, em humor e sempre com reflexões pertinentes.

Além disso, para te acompanhar nessa jornada, recomendo que assista ao curso “Introdução a Chesterton” presente no site do Padre Paulo Ricardo. É a contextualização perfeita que eu precisei para começar a entender esse gigante inglês.

Por fim, espero, de verdade, que eu tenha te convencido a ler pelo menos um parágrafo dos seus escritos. Ficarei muito feliz!

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