Foi a eleição mais difícil da história da Justiça Eleitoral, diz presidente do TRE-MT

Tribunal superou atrasos do primeiro turno, mas a polarização entre Emanuel Pinheiro e Abilio Brunini teria sido "maior prova de fogo"

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Geraldo Giraldelli, disse que essa eleição foi “a mais difícil de toda história da Justiça Eleitoral”, por causa de adaptação a novos cenários e disputas acirradas.  

A apuração de votos do segundo turno em Cuiabá encerrou em cerca de uma hora e meia e o dia de trabalho foi considerado “dentro da normalidade”. Contudo, o primeiro turno teve problemas técnicos e de pandemia. 

O que mais chamou a atenção foi a lentidão para divulgação das urnas apuradas. A primeira parcial, no dia 15, somente foi divulgada por volta das 18h50, quase duas horas após o encerramento da votação. 

Daí em diante, as atualizações oscilaram entre 40 minutos e uma hora. A mudança na transferência de dados, passando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de divulgação, não saiu como previsto. 

Durante a semana seguinte se descobriu que o sistema do TSE havia sido acatado por hackers brasileiros e portugueses. Foram duas ocorrências, a primeira em setembro e outro no dia do primeiro turno. Conforme o tribunal, essa segunda sobrecarregou o sistema, mas sem afetar a contagem de votos. 

“No primeiro turno, nós fizemos transferência para o TSE com agilidade costumeira, aliás, muito mais ´rápido que em eleições anteriores. O resultado de todo o Estado de Mato Grosso foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral em duas horas. O problema [do primeiro turno] foi na divulgação dos números e não na totalização”, pontuou o presidente. 

Polaridades 

O desembargador disse ainda que a preocupação com as medidas de segurança sanitária pesou no planejamento de serviços. Além das regras nos locais de votação, o planejamento inicial era realizar uma apuração fechada, com a participação de somente os delegados partidários. A medida foi revisada e autorizou a presença da mídia. 

Geraldo Giraldelli disse que as eleições de 2020, em Cuiabá, ficaram marcadas mais pela polarização entre os concorrentes à Prefeitura de Cuiabá, seus respectivos apoiadores, do que por imprevisto técnico na Justiça Eleitoral. 

O segundo turno foi vencido por Emanuel Pinheiro (MDB) com diferença de menos de 10 mil votos, o que politicamente representa um cenário acirrado de disputa de votos. Na proporção, o prefeito reeleito venceu com 51,15% dos votos válidos. 

Esse resultado foi alcançado após ele ter encerrado o primeiro turno em segundo lugar, três pontos percentuais atrás do candidato Abílio Brunini (Podemos). 

“Se você computar o primeiro e o segundo turnos, talvez tenha sido a eleição mais difícil, foi o maior teste, maior prova de fogo da Justiça Eleitoral em toda a sua existência”, afirmou. 

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