Estudantes da UNB querem o fim do agronegócio brasileiro

O prédio da universidade teve vidros quebrados, móveis virados e pichações com outras ofensas aos estudantes do curso de Agronomia e Veterinária

“Morte ao Agronegócio” foi uma das frases de ódio pichadas no Centro Acadêmico de Agronomia (Caagro) da Universidade de Brasília (UNB). A Universidade foi ocupada por grevistas no começo deste mês e os atos de vandalismo geraram repercussão na  internet.

Essa não foi a primeira ação promovida pelo grupo de estudantes na universidade. Aulas também foram invadidas por estudantes grevistas para que fossem interrompidas em nome da greve.

O local ainda teve vidros quebrados, móveis virados e pichações com outras ofensas aos estudantes do curso de Agronomia e Veterinária. Os vândalos são ligados ao “movimento estudantil” da Universidade de Brasília (UnB).

Mais tarde, em nota de esclarecimento, a gestão do CAAGRO, a CultivaAgro, informou que se reuniu com a diretoria da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) e que está tomando medidas legais na esfera federal administrativa da UnB.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Em vários momentos eu bradei gritos parecidos. Não o faço mais. Mas entendo os que continuam fazendo. Infelizmente, criamos uma polarização nessa questão extremamente prejudicial, que o proprio autor da reportagem incentiva:

    1- de um lado temos o grupo Agro é Pop, que articula junto aos legislativos e executivos uma retirada geral de proteção dos ecossistemas, justamente para aumentar os indices de produção. Esse grupo tb acha que tem a prerrogativa de passar por cima de várias regras, que ajudam a proteger eles próprios (não entenderam ainda que vegetação em pé = AGUA, e agronegócio sem água…)

    2- do outro lado, o grupo do Agro é tóxico, que enxerga alguns desastres ambientais e está preocupado em conservação, mas também pouco entende de produção. Esse grupo cai direitinho na isca do “agro é pop”, achar que todo agronegócio é prejudicial.

    Os dois lados são BURROS e cegos, não pautam questões que DEVERIAM SER PAUTADAS, assim como a equipe do livre, me desculpem, é fraquissima pra indicar isso. Que pautas seriam essas:

    – Agricultura familiar é o futuro do país, tanto na pequena quanto na média propriedade. Qual a proposta estratégica pra agricultura familiar, principalmente de pequeno porte?

    – Precisamos rever nossas políticas de agrotóxicos. Maggi está articulando um grande desastre por pura ganancia. Não precisamos de agrotóxicos já proibidos em várias rgiões do mundo, ainda não resolvemos o problema de tráfico de agrotóxicos.

    – O papel dos grandes CNPJs sobre a divisão de lucros das exportações. O pequeno e médio estão sendo massacrados, pois vivem de financiamento em financiamento, enquanto Famato Aprosoja e outras, nadam em insenções

    – O papel da água na produção. Vegetação = água. A água é insentada. Mercados de água. Enfim, pauta importantíssima

    – O papel das cooperativas regionais e o modelo de desenvolvimento que o Brasil precisa. Precisamos de mais Tecnologia da informação no campo, precisamos de acessoria jurídica e comercial

    – A pauta principal: AGREGAR VALOR À PRODUÇÃO ainda dentro do estado, só assim vamos desenvolver industria, emprego, e obter mais riquezas para Mato Grosso.

    – eficiÊncia de produção por hectare é muito baixa. O aumento dessa eficiencia é que vai definir indices de desmatamento menores. Não adianta plantar soja de uma maneira ultra tecologica, se a solução tecnologica do transporte é uma piada.

    Enfim, tantas coisas pra falar, mas a reportagem se atém à uma pauta infantil e universitária. Ouviu apenas algum lado, não buscou o motivo real do protesto. Lamentável.

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