Embora a Geração Z venha adotando hábitos mais saudáveis que as gerações anteriores, como evitar o consumo de álcool, dormir mais cedo e praticar mais atividade física, nós (humanidade) ainda estamos engordando. Até 2050, pelo menos, metade (!) da população mundial estará obesa ou, no mínimo, acima do peso.
A previsão é de um relatório global produzido por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, em Melbourne, Austrália.

De acordo com a pesquisa, se nada mudar nos próximos 25 anos, o Brasil será o 4º país mais gordo do mundo. Estaremos atrás apenas da China e da Índia, que têm populações bem maiores que a nossa, e dos Estados Unidos.
Na lista de responsáveis por esse “fenômeno” mundial dois itens se destacam: bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados.
O problema é que esses produtos são projetados para enganar nosso corpo. As bebidas açucaradas, por exemplo, passam direto pelo estômago sem gerar saciedade, mas despejam uma carga absurda de açúcar na corrente sanguínea, bagunçando os níveis de insulina e estimulando o acúmulo de gordura.
Já os alimentos ultraprocessados são uma combinação infalível (para a indústria, claro) de gordura, sal e carboidratos refinados, que viciam o paladar e nos fazem comer mais do que precisamos — e mais rápido do que deveríamos.
O resultado? Um ciclo difícil de quebrar. Quanto mais consumimos esses produtos, mais nosso cérebro se acostuma a eles e menos espaço sobra para alimentos naturais e nutritivos. O metabolismo desacelera e a fome parece nunca passar.
E as consequências não são meramente estéticas. De acordo com reportagem do portal The News, só neste ano (que acabou de começar) já foram gastos mais de R$ 100 milhões no Brasil para tratar doenças relacionadas à obesidade, entre elas diabetes e hipertenção.
A estimativa é que, até o fim do ano, o país precise investir 4,6% do PIB nesses tratamentos.




