Empresários, secretário e filho de Silval confessam propina e MPE oferece ação

Esquema de corrupção envolvia contratos de aluguéis de carros de empresas privadas com o Estado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso ofereceu denúncia criminal contra o médico e empresário Rodrigo da Cunha Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa.

Os crimes atribuídos a ele são de corrupção ativa e passiva e organização criminosa. A suspeita é de que o esquema ilícito tenha movimentado até R$ 433 mil.

O pedido de abertura de ação penal assinado pelo promotor de Justiça Anderson Yoshinari Ferreira da Cruz foi oferecido no dia 20 deste mês e distribuído à 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Também foram denunciados o empresário Rômulo César Botelho, proprietário da empresa Integração Transportes, e o empresário Alexssandro Neves Botelho, dono da Sal Locadora de Veículos.

Devolução de percentual

O suposto esquema de corrupção, de acordo com a denúncia do Ministério Público, operava da seguinte maneira: empresas privadas firmavam contratos com o governo do Estado para aluguéis de veículos. Em troca, se comprometiam a devolver um percentual do dinheiro que recebiam pelos serviços prestados manter os contratos ativos.

A denúncia narra que Pedro Elias, no exercício da função de secretário de Estado Administração, foi procurado por Rodrigo Barbosa para obter propina de Rômulo Botelho e Alexssandro Botelho. O repasse dos valores ilícitos iria garantir o pagamento de pelo menos dois contratos que os empresários tinham com o Governo do Estado.

“O Sr. Pedro Elias Domingos de Mello, em razão da função que exercia na esfera pública, no transcorrer dos anos d e 2012 e 2013, em uma das várias reuniões com o Sr. Rodrigo da Cunha Barbosa, recebeu o encargo de solicitar ao Sr. Rômulo César Botelho, por intermédio do Sr. Alexssandro Neves Botelho, pagamento de vantagens indevidas. Por outro lado, em benesse aos pagamentos de vantagens indevidas propiciadas pelos agora denunciados, não haveria eventuais atrasos nos pagamentos dos contratos”, diz trecho da denúncia.

Em depoimento nas investigações, o empresário Rômulo Botelho confirmou o esquema ilícito, detalhando ainda que os pagamentos sempre foram destinados a Pedro Elias, que recebeu os valores em pelo menos três oportunidades, que somaram R$ 42 mil.

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