Comércio de MT estima perda de R$ 360 milhões com medidas restritivas

Cenário inclui queda no faturamento por menor horário de funcionamento e falência de empresas, em apenas 15 dias

(Foto: Ednilson Aguiar / O LIVRE)

As duas semanas de restrição no horário de funcionamento devem gerar perda de R$ 360 milhões para o comércio em Mato Grosso. Bares, restaurantes e casas de eventos serão os mais afetados, com a fuga de R$ 154 milhões. 

Os números são de um levantamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Mato Grosso, entregue ao governo do Estado com análise do Decreto nº 836/2021. E a situação pode piorar, em caso de a medida ser estendida. 

Conforme a CDL, a quantia inclui um cenário de prejuízo com a falência de empresas que ainda não se recuperaram do impacto do decreto com medidas ainda mais duras, no início de 2020.

LEIA TAMBÉM

O reflexo mais amplo será o fechamento de postos de trabalho formal. A CDL estadual representa cerca de 18 mil empresários de diversos segmentos. 

“Sabemos que o momento é delicado, porém o decreto causará um impacto econômico negativo na vida de muitas pessoas, podendo levar a falta de alimentos para dentro de casa, a falta de recursos para terem o mínimo de subsistência e dignidade, até mesmo para se tratarem das mais diversas comorbidades existentes”, diz o presidente da CDL Cuiabá, Célio Fernandes. 

Uma reportagem publicada pelo LIVRE já apontava que empresários do ramo de bares, restaurantes e eventos são os mais afetados pelas medidas restritivas do governo. A recuperação deles é mais lenta por depender de uma mudança mais definida no cenário de propagação da covid-19. 

A CDL cobra do governo flexibilização do decreto de acordo com o risco de contágio em cada município.

O primeiro decreto com restrições para barrar o avanço da pandemia foi baixado pela Prefeitura de Cuiabá no dia 19 de março de 2020.  

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorPolícia Federal e Exército desocupam garimpo ilegal em Mato Grosso
Próximo artigoFachin vota contra decretos de Bolsonaro sobre compra e posse de armas