Cidades

Deputado diz que se sentiu inseguro de votar sob protestos de servidores

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Laíse Lucatelli

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) criticou o protesto de servidores na Assembleia Legislativa, na noite de quarta-feira (16), enquanto os parlamentares aprovavam em primeiro turno a restrição da Revisão Geral Anual (RGA) e o aumento do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Houve gritos, tumulto e até mesmo spray de pimenta.

“Eu me senti inseguro para votar ontem. Comuniquei isso ao presidente Eduardo Botelho (DEM). A votação foi nominal. Espero que o presidente tome uma postura. Não estou falando de fechar o plenário, mas sim para ter uma revista, ou fazer alguma coisa que aumente a segurança, aumentar o efetivo da Casa nas votações mais polêmicas”, disse.

O tucano afirmou que os servidores se excederam no protesto. “Com certeza. Jogar gás de pimenta no plenário…”, disse, acrescentando que a segurança da Assembleia não tem spray de pimenta.

O deputado Wilson Santos (PSDB) reforçou as críticas. “Esta Casa é um espelho da democracia e foi alvo de muita incompreensão ao longo do tempo. Alguns líderes sindicais sempre exageram, não conseguem se conter. Mas a Mesa Diretora teve uma postura firme e cumpriu a pauta até o final.”

José Domingos Fraga (PSD), por sua vez, evitou polemizar e defendeu a continuidade das votações do pacote de ajuste fiscal do governo. “Eu já estou acostumado, estou aqui há 12 anos. A pressão é justa e temos que estar preparados para assumir nossa responsabilidade. O Estado está em uma calamidade. Temos que encarar a realidade, muitas vezes contrariando interesses de setores”, disse.

Nesta quinta-feira (17), a Polícia Militar mandou reforços à Assembleia, com equipes da Força Tática e da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam).

 

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