24% das filiais de empresas abertas em MT sobrevivem por uma década

Desde 2008, o Estado teve perda gradual de empresas que tentaram se firmar no mercado, em um período entre duas crises

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre

Das empresas que buscaram expansão de atendimento em Mato Grosso, via filias, apenas 24% conseguiram sobreviver por 10 anos. De 12.024 unidades filiais que começaram a funcionar em 2008, 2.885 continuavam a ativa em 2018.

Os dados são da pesquisa Demografia das Empresas, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A sobrevivência média de Mato Grosso ficou levemente abaixo do resultado nacional. No país, a média de fechamentos foi de 25,3%. 

O estudo analisa a entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas de natureza jurídica privada. Não entraram as empresas públicas ou sem fins lucrativos e organizações internacionais. 

Ao longo do período, que inclui as duas mais recentes crises econômicas de nível mundial, houve fechamento gradual das empresas em Mato Grosso. Já em 2009, cerca de 20% das empresas com um ano de vida ficaram inativas. Foi a queda mais acentuada. 

Em 2011, no terceiro ano de vida, 57,7% das empresas continuaram abertas e, dois anos mais tarde, em 2013, esse número já havia reduzido para baixo da metade, com sobrevivência 44,7%. 

Melhora em 2017 e 2018 

Ainda conforme a pesquisa, o número de empresas ativas em Mato Grosso passou de 90.434 para 89.987, em 2018. Mas a quantidade de trabalhadores ocupados com contrato nessas empresas passou de 520.441 para 549.078. 

Desse último período, 44% das empresas eram dos setores do comércio; 7,8% de ramo de reparação de carros e motocicletas; 7% da indústria da transformação. A renda média desses trabalhadores era de dois salários mínimos ou R$ 2.173.

(Corrigida às 16h55)

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