Volta às aulas: secretário diz que existe “tempo hábil” para analisar evolução de contágio em MT

Gilberto Figueiredo disse que o cenário de contágio do novo coronavírus estará mais definido antes do reinício das aulas no dia 4 de maio

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em acréscimo à orientação de retorno das aulas, o Governo do Estado disse que as secretarias municipais de educação deverão adotar medidas de proteção para a retomada das aulas nas próximas semanas.  

O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse nesta sexta-feira (24) que existe uma “série de providências” que podem ser tomadas para manter a proteção de alunos e servidores. 

“Os secretários de educação já devem estar pensando em medidas a serem adotadas para o reinício das aulas. Existe uma série de providências que pode ser tomada e que já está sendo tomada em outros países para o reinício das aulas”, afirmou. 

Nessa quinta-feira (23), o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, disse ao LIVRE que a maioria dos prefeitos é contra a orientação do governo para reinício das aulas presenciais a partir do dia 4 maio. 

A rejeição é justificada com a coincidência entre o calendário sugerido pelo governo do Estado para o retorno das aulas e a previsão do Ministério de Saúde de pico do contágio do novo coronavírus. 

“Tempo hábil” 

O decreto do governo da última quarta-feira (22) orienta que as aulas presenciais sejam retomadas no dia 4 maio, caso a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para pacientes da covid-19 permaneça abaixo de 60%. 

Hoje, o secretário Gilberto Figueiredo afirmou que o tempo entre a data do decreto e a programação prévia para a retomada das aulas é o “suficiente” para acompanhar evolução de casos positivos em Mato Grosso e estabelecer mudanças se houver aumento rápido de contágio. 

“O governo diz no decreto ‘se’ a taxa de ocupação dos leitos de UTI ficar abaixo de 60%. Se houver mudança, nós podemos passar a sugestão da data para outra. Mas, esses 10 dias até o dia 4 de maio são suficientes para analisarmos o quadro da doença”, comentou.  

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