Ixpia o Festival: Artistas de MT “montam palco” em casa para 70 shows online

O festival começa hoje, com shows de André Coruja, Henrique Maluf, Jhon Douglas, Nado Benitez, Ju Grisólia, Caio Mattoso e David Dafré

André Coruja se uniu ao músico Rauni Valentim para idealizar o primeiro festival online de MT com 70 atrações (Sady Menescal)

O distanciamento social é uma das ferramentas mais eficazes no combate à disseminação do coronavírus. E assim, bares, casas de shows e restaurantes tiveram suas portas fechadas já que decretos proibiram a circulação de pessoas nestes locais.

Os músicos mato-grossenses [e claro, do mundo todo], junto a empresários e funcionários destes locais, foram os primeiros a sentir o impacto, vendo sua renda cair, por vezes, a zero. Para quem vive de arte é preciso malabarismo com as finanças em tempos normais, mas não se expressar é pior ainda.

Com saudade de carregar seus cases com instrumentos e toda aparelhagem que os acompanha, eles começam a se articular em rede, mas sem precisar sair. Eles vão montar o palco dentro de casa.

É então que nesta sexta-feira (24) ocorre a estreia do primeiro circuito de shows online de Mato Grosso, o Ixpia o Festival.

Ao todo 70 lives serão realizadas até o dia 3 de maio, transmitidas via perfis de cada artista participante, no Instagram. As apresentações começam diariamente às 15h30.

Serão realizados em média, sete shows de 30 minutos por dia, na faixa de horário entre 15 e 20 horas. Na sequência dos shows diários, sempre às 19h haverá uma transmissão no perfil @ixpiaofestival que trará entrevistas com os artistas que se apresentaram ao longo da tarde, realizadas por convidados. Nesta hora, eles repercutem o show e as reações dos artistas e do público.

A primeira rodada de apresentações começa com André Coruja, cantor e compositor que é organizador da mostra, ao lado do músico Rauni Valentim. André mora em Chapada dos Guimarães e Rauni, em Cáceres.

Além de Coruja, apresentam-se nesta sexta-feira (24), os músicos Henrique Maluf, Jhon Douglas, Nado Benitez, Ju Grisólia, Caio Mattoso e David Dafré.

Empoderamento digital

Coruja avalia que o festival sem fins lucrativos além de entreter o público, possibilita uma transformação profissional. Pois agora, quem por exemplo, não estava habituado a usar esse recurso para divulgação do seu trabalho, ganha em bagagem.

“Acho que 70% dos músicos não estavam habituados ao formato”, estima. Mas agora, segundo ele, muita gente, para se engajar, acabou se empoderando. “É um novo tempo e quem não estava habituado a divulgar o trabalho em redes sociais, deu um salto nesse sentido”. Antes do festival ocorrer, Ricardo Porto, Maicon Saatti, Gabriel Carmo e Thyago Mourão capacitaram os interessados.

“Eu estava parado em casa, depois de participar de dois festivais online, quando o Rauni me ligou e disse que tinha vontade de montar um festival com lives de artistas mato-grossenses. Eu disse que estava com vontade, mas sem energia e que se ele encarasse, a gente fazia”.

O contato foi bem-sucedido e eles uniram forças. No universo físico, Mato Grosso nunca pode degustar de uma mostra com tantos artistas. O momento é histórico para a cultura mato-grossense.

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