O governador Otaviano Pivetta disse que pretende privatizar a gestão da Arena Pantanal. A manutenção da arena custaria R$ 20 milhões por ano, e o Estado não teria “vocação” para administrá-la.
“Vamos trabalhar para privatizar a Arena Pantanal. Nós, do Estado, não temos vocação para fazer essa operação [de gestão comercial], não é esse nosso forte. Basta ver o que acontece no Brasil e no mundo: todo esporte e lazer são autossustentáveis”, disse em entrevista à rádio CBN.
A Arena Pantanal é um dos projetos construídos para a Copa do Mundo de 2014. E foi um dos poucos que ficou pronto a tempo para competição. Mas desde então tem servido para uso em outras áreas.
Por exemplo, parte do espaço já serviu de local de atividades da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), shows de música e religiosos. Entre 2021 e 2024, houve jogos de futebol com presença de grandes clubes, por causa da participação do time do Cuiabá na série A do Campeonato Brasileiro.
Em 2022, o governo cogitou leiloar o nome da arena via naming rights (direito de nome), um tipo de acordo comercial que dá o direito de marcas empresariais de colocar seu nome no estádio, em troca de pagamento.
A negociação ocorre justamente com prédios com potencial comercial. Na época, foi cogitado que, somente para a negociação do nome, o governo cobraria de R$ 8 milhões. O projeto, no entanto, não avançou.