Você sabe a diferença entre isolamento social e lockdown?

Você, com certeza, já ouviu os dois termos sendo usados em contextos que não caberiam

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em todos os jornais, os termos se tornaram populares por conta da pandemia e das medidas de combate a proliferação do vírus. Porém, apesar de isolamento social e lockdown tratarem da redução na circulação de pessoas pelas ruas, eles são diferentes em ações e efeitos.

O isolamento social é o que estamos vivendo hoje no Brasil. Os comércios abrem com uma certa restrição e as pessoas são “aconselhadas” a não saírem de casa além do necessário.

Nessa etapa, também são empregados meios alternativos de atendimento nos serviços públicos e em alguns segmentos da economia – exemplos claros são o home office e o delivery.

Já o lockdown é uma estratégia extrema, que se justifica somente no colapso total do sistema de saúde, bem como no risco à vida das pessoas.

Significar dizer que as pessoas realmente “não podem sair”, ao menos que comprovem que o motivo é urgente. Uma ida ao mercado para comprar comida, na farmácia ou no hospital. A circulação passa a ser proibida por lei e controlada pela polícia.

(Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE)

Nem mesmo os carros podem trafegar livremente. Seriam abordados por policiais e dos condutores exigida uma comprovação que estão na rua por um motivo realmente significante.

Vale lembrar que o lockdown precisa ser embasado por uma lei ou decisão judicial. Normalmente, inclui ainda o fechamento das fronteiras da cidade, Estado ou país onde foi decretado, ou seja, ninguém entra e ninguém sai.

Fora do Brasil, cidades de alguns países adotaram o lockdown para diminuir a velocidade da contaminação. Entre eles está a China, Itália, Estados Unidos, Espanha e Reino Unido.

A cidade de Wuhan – onde acredita-se que teve início a pandemia -, por exemplo, retomou algumas atividades em 8 de abril, após 70 dias de lockdown. No período, até mesmo os trens tiveram a circulação vigiada.

Contudo, o afrouxamento ainda não é total e a cidade segue em isolamento social. Para entrar no transporte público, por exemplo, o usuário precisa mostrar um QR Code no celular que informa sua condição de saúde, bem como o seu histórico.

Nos espaços públicos, os frequentadores são aconselhados a assumir uma distância segura, bem como evitar pontos de aglomeração. Algo parecido com o que temos implantado em Cuiabá.

É preciso ficar claro que decretar o lockdown representa prejuízos incalculáveis do ponto de vista econômico. Todo tipo de atividade seria completamente paralisado. Empresas que não têm condições de implantar um sistema de home office, não teriam como continuar as atividades e, mesmo o sistema de delivery não poderia funcionar.

É por esse motivo que os governantes tentam evitar ao máximo essa atitude extrema.

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