|Quinta-feira, 17 Janeiro 2019

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UBER: mortes anunciadas

Em 2016 o UBER gritou em alto e bom som que seus motoristas e passageiros eram proibidos de portarem armas e aqui está o resultado!

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Kátia Valéria Nunes Bastos tinha 47 anos, trabalhava com o UBER no Rio de Janeiro. Foi estuprada e estrangulada dentro do seu carro. Na semana passada, em Santa Catarina, outro motorista também foi assassinado. Ontem, mais um foi baleado três vezes depois que já tinha entregado o carro para o criminoso no Rio Grande do Sul.

Outros incontáveis casos semelhantes pipocam pelo Brasil. Mortes previsíveis, anunciadas. São Fruto direto do resultado das políticas desarmamentistas, sejam elas em campo público ou privado. Em 2016, o UBER gritou em alto e bom som que seus motoristas e passageiros eram proibidos de portarem armas. Empresa privada: regra dela! Mas forçar cidadão cumpridores da lei de obedecerem a contratos livremente aceitos é fácil, difícil é fazer com que bandidos tenham a mesma compreensão.

Na época, 2016, escrevi um artigo sobre isso e afirmei que o crescimento de ataques aos motoristas cresceria. Aí está o infeliz acerto. Abaixo o artigo “Uber: se criminosos não respeitam a lei porquê respeitariam um contrato?”

“No dia 6 de novembro um policial militar que complementava seus parcos ganhos sendo motorista UBER – o que por si já é forte indicativo da boa índole do agente – foi rendido por três criminosos, sendo que dois deles estavam armados. Todo policial sabe que em uma situação assim há poucas alternativas, pois, uma vez que identificado, fatalmente seria executado pelos bandidos. Ele reagiu e matou os três criminosos!

Bom, não preciso dizer que a primeira coisa que aconteceu foi o pessoal dos direitos humanos para humanos não direitos saindo imediatamente em defesa dos criminosos, afirmando que o policial agiu com excesso… Vão se lascar! Muito fácil dizer isso quando não é você que está sob a mira de criaturas que não pensariam duas vezes para te colocar uma bala na nuca! Não bastasse isso, a própria Polícia Militar abriu um inquérito que pode resultar em penalidades ao policial, pois é defeso aos mesmos fazerem “bico”… Coisas do Brasil…

Quando você acha que não pode piorar, piora! O UBER vai e solta uma nota para a imprensa dizendo que excluiria o policial da plataforma, pois a empresa possui a regra de não permitir que motoristas e passageiros portem armas, nos EUA também é assim… Ou seja, um policial, juiz, promotor ou os raros abençoados com o porte de armas no Brasil não podem usar os serviços da empresa se estiverem armados! Em seu site a empresa diz:

“Armas de fogo: em um Uber, não!

A Uber trabalha constantemente para que todos que utilizam a plataforma – tanto os motoristas parceiros quanto os usuários – se sintam seguros e confortáveis usando o serviço. Durante uma viagem solicitada por meio do aplicativo, a Uber proíbe o porte de armas de fogo de qualquer natureza a bordo do veículo, tanto para motoristas parceiros quanto para usuários. Qualquer pessoa que viole esta proibição perderá o acesso à plataforma da Uber”.

A empresa tem todo o direito de gerir sua política como bem lhe aprouver, isso é fato. O que não pode esperar é que não haja duras críticas sobre isso, ainda mais quando a desculpa é tornar mais segura a vida do passageiro e do motorista. Difícil imaginar isso sabendo que os criminosos agora têm ciência de que todo UBER é uma “gun free zone”. Pelo menos na teoria…

Em suma, Clint Eastwood, o último cowboy autêntico de Hollywood, disse uma vez que alguém que acredita que um criminoso seguirá uma lei de controle de armas é algum tipo especial de idiota… Pois bem, fico imaginando então o tipo de pessoa que acredita que bandidos respeitarão um simples contrato!”

Bene Barbosa é especialista em segurança, escritor, presidente do Movimento Viva Brasil, palestrante, autor do best-seller Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento e instrutor convidado do Curso Básico de Armamento e Tiro do Projeto Policial.

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COMENTÁRIOS

    • Não é idiotice. Se até policiais que são preparados para andar armados morrem ao serem surpreendidos que dirá o cidadão comum. O bandido conta com o efeito surpresa. É tudo uma aposta de alto risco.

      • O efeito surpresa pode acontecer, porém está longe de ser uma regra.
        Uma vez fui assaltado na rua ao lado da minha esposa, percebi a ação antes que ela acontecesse, porém como estava desarmado não pude fazer nada, se estivesse armado sem dúvidas o resultado seria um assaltante baleado.
        Em outro caso estava em um congestionamento no anel rodoviário de BH, vi o assaltante atravessando do outro lado da pista para a pista onde eu estava, ele foi assaltando todos os carros que estavam na pista da direita, eu tive sorte de estar na pista do meio, mais uma vez não pude fazer nada pois estava desarmado, se estivesse armado poderia ajudar as outras pessoas que estavam sendo assaltadas.
        No meu caso nunca fui pego de surpresa e na maioria das vezes a pessoa percebe que vai ser assaltada.

  1. Quem vai ter coragem de saber que o passageiro está armado,e você fala que ele não vai poder entra no seu carro,cada uma viu,depois que entro no carro é pedir adeus que não acontece nada

  2. Acho um absurdo esse órgão DIREITOS HUMANOS! Pra quem serve essa merda? Pra nós trabalhadores só a impunidade, isso é ridículo e quem defende pior ainda essa vista, trabalho com App já faz três anos, já sofri dois assaltos, estou vivo só porque Deus existe mesmo, nenhum App que trabalho esteve comigo mesmo falando que estava no App deles trabalhando, querendo ou não somos funcionários, deles, geramos renda pra eles e não são poucos, o que tiro de lição são os constragemento que fica pra nós motorista de App, como para nossa família!

  3. O crescimento do roubo, assassinato, estupro, afins… começou na implementação do dinheiro e não pq o Uber proibiu o motorista de usar arma de fogo! 1a semana do serviço com dinheiro em SP um motorista foi esfaqueado, até então não se ouvia relatos de roubo através de solicitação do passageiro.
    Cadastro do Uber para passageiros é falho, sem identificação, pode colocar qualquer nome como usuário que o app aceita. ENTAO, com todo respeito, não é por estar ou não armado que os motoristas do Uber vão deixar de ser assaltados e sim por mudanças na política de segurança do aplicativo…

    • O motorista tem a opção de não aceitar corridas com pagamento em dinheiro. O app proíbe o passageiro de entrar armado no carro, entendeu a ironia. Um policial voltando para casa não pode usar o serviço agora um ladrão não vai seguir o regulamento do serviço. Essa é a ideia do texto.

  4. Boa tarde trabalho no aplicativo há dois anos já tive duas tentativas de assalto sendo que um deles fugi antes que o vagabundo entrasse no meu carro, mas quase paguei com minha vida, ele atirou na minha direção consegui fugir de ré,e pegou quatro tiro no meu carro Deus que me livrou eu sou um milagre….

  5. Infelizmente, nem nos EUA a Uber permite andar com armas enquanto dirige pelo aplicativo…
    Parece que um parceiro entrou na justiça para garantir esse direito, mas não sei o resultado…

  6. A Uber e os outros aplicativos deveriam parar de receber dinheiro poderia ser só créditos e débitos e também proibir um usuário de chamar para outro e também mostrar a foto do usuário que solicitou a viagem talvez amenizasse os roubos a nós eu mesmo já fui assaltado e não tive respaldo nenhum do aplicativo

  7. O problema é o motorista ou o passageiro reagir e, na troca de tiros, acertar quem não fez a opção em ter uma arma. Por isso seu direito fere o direito coletivo. Como disse o Benedito, se o criminoso identificar que uma pessoa está armada, no exemplo o policial, a troca de tiros é inevitável. Você armado só te resta reagir mesmo. O problema é que falta algum senso nos armamentistas por acreditarem que somente eles ganharão a batalha.

  8. Bene sobre o uber, eles defendem que há insubordinação, e que os motoristas são autonomos. Então para os excluídos caberia ação trabalhista. É daí poderia se achar uma brecha pra derrubar essa cláusula do uber…

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