Secretário diz que número de mortes por síndromes respiratórias “está na média”

Gilberto Figueiredo disse que Secretaria de Saúde está compilando os números de mais de 30 doenças classificadas com a nomenclatura, registradas nos últimos dez anos

(Foto: Reprodução/Christiano Antonucci/Secom-MT)

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, não confirmou a contagem de óbitos de pacientes de síndromes respiratórias agudas graves divulgada pelo Ministério Público do Estado (MPE).  

Ele disse nesta quarta-feira (29) que o levantamento divulgado pelo órgão não inclui dados compilados pela Secretaria de Saúde (SES), contudo, estimou que os números estejam dentro da média registrada nos últimos dez anos em Mato Grosso. 

“A secretaria sequer foi procurada para acompanhar nos números (do MPE). Eu não posso confirmar dados do levantamento, mas, se o número de mortes for realmente o divulgado pelo Ministério Público, está na média do que ocorreu nos últimos dez anos”, disse Gilberto Figueiredo. 

Balanço divulgado nessa terça-feira (28) pelo MPE, com base em registro de cartórios, aponta 266 óbitos em Mato Grosso de pacientes de síndromes respiratórias agudas graves, de janeiro a abril deste ano. 

Numa prévia, o secretário afirmou que nesse mesmo período, nos últimos dez anos, a média de óbitos em Mato Grosso variou entre 173 e 290 registros.  

“Nós tivemos em 2011, 225 óbitos; em 2012, 173; em 2013, 246; em 2014, 249; em 2015, 232; em 2016, 337; em 2017, 224; em 2018, 290; em 2019, 267, e neste primeiro quadrimestre de 2020, 219”, disse. 

 Ele não descartou que os números possam subir, em uma revisão dos dados.   

Elenco de doenças 

O secretário disse que o Estado está coletando informações sobre os registros das síndromes respiratórias em Mato Grosso. A compilação seria um processo lento por causa do volume de doenças elencadas sob a nomenclatura.  

Dos diferentes tipos de pneumonia e gripes, mais de 30 espécies são contadas pelo sistema brasileiro de saúde. 

“Se contarmos apenas dois tipos de pneumonia, no ano passado deu mais de 70 mortes. São números que precisam ser bem detalhados, que precisam ser buscados em várias fontes. Inclusive já solicitei ao Ministério Público o levantamento deles”. 

(Foto: Imagem Ilustrativa)

De janeiro a abril deste ano, a SES já registrou 823 casos dessas síndromes. Conforme o secretário, todos os doentes com sintomas das síndromes respiratórias estão passando por teste e, assim como para os casos da covid-19, um grande número tem sido descartado. 

“Para se ter uma noção, por causa desses casos de síndromes o Lacen de Mato Grosso teve que fazer cerca de 1,9 mil testes para essas doenças – mais do que o dobro dos casos confirmados. E ressaltou que, nesse universo, não existem casos de covid-19″, afirmou. 

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