Mudanças climáticas podem acabar com o sustento de famílias

Estudo da UFMT aponta riscos para atividade extrativista e possível extinção de produtos como a Castanha-do-Brasil

(Foto: UFMT)

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participaram de estudo que avaliou potenciais impactos que as mudanças climáticas causarão nos próximos 30 anos. O principal objetos da pesquisa são as populações tradicionais amazônicas que dependem da floresta como principal forma de alimentação e sustento econômico.

De acordo com o estudo, o desastre climático representa uma ameaça de diminuição, ou mesmo desaparecimento, de produtos como Castanha-do-Brasil, açaí, andiroba e copaíba, em reservas extrativistas da Amazônia brasileira.

Na pesquisa foram avaliadas 18 espécies de árvores e palmeiras usadas para consumo próprio ou venda. Para cada uma delas foram gerados modelos computacionais considerando as mudanças climáticas previstas com base nas taxas atuais de emissão de CO2.

Os resultados

Os resultados indicam que as regiões climaticamente adequadas para o extrativismo devem ter um declínio de até 91% de sua área total. As áreas mais ameaçadas são o sul e o sudeste da Amazônia.

As maiores perdas podem ocorrer para a Castanha-do-Brasil, com redução de 25% de sua área original de distribuição.

Isso comprometeria a renda 2.239 famílias extrativistas e de 410 pessoas associadas a cooperativas. Somente em 2019 foram cerca de 30 toneladas de Castanha-do-Brasil produzidas no norte do país, o que gerou cerca de U$ 23 milhões de dólares.

(Com Assessoria)

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