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Justiça

Ministério Público pede júri popular para acusados de matar Toni Flor

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

Ministério Público do Estado de Mato Grosso pediu à Justiça que a representante comercial Ana Cláudia Souza de Oliveira Flor e outros quatro envolvidos na morte do empresário Toni da Silva Flor sejam levados a júri popular. O empresário foi morto em agosto de 2020, de acordo com a denúncia da Promotoria, a mando da esposa, Ana Cláudia. O crime teria sido encomendado por R$ 60 mil.

Em sua manifestação, o promotor Samuel Frungilo requereu que seja julgada procedente a denúncia a fim de pronunciar os acusados, conforme determinados termos presentes no Código Penal.

Para Ana Cláudia, foram atribuídos os crimes de homicídio praticado contra o cônjuge, por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima. A representante comercial deverá responder ainda por ter combinado a prática criminosa com outros indivíduos (concurso de pessoas).

Conforme a denúncia do MPE, Ana Cláudia tinha objetivo de se apropriar da totalidade dos bens da vítima. O casal estava prestes a se separar, após 15 anos de relacionamento. A acusada nega essa versão e alega que encomendou o crime porque sofria violência doméstica.

Outros acusados

Igor Espinosa, apontado como o responsável por efetuar os tiros contra Toni, deve responder pelo homicídio praticado mediante paga, e ainda por recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com as declarações do rapaz na audiência de instrução, ele ficou esperando Toni chegar à academia para treinar jiu-jitsu. Assim que o empresário desceu do carro, foi abordado por Igor que já efetuou os disparos contra o alvo. O atirador confirmou que receberia R$ 60 mil pelo assassinato. Porém, teria recebido apenas R$ 20 mil.

Os outros dois acusados, Wellington Honorio Balbino e Dieliton Mota da Silva, também foram denunciados por homicídio mediante promessa de recompensa, praticado sem possibilidade de defesa pela vítima, além do concurso de pessoas. Wellington foi quem indicou Igor para o assassinato e Dieliton forneceu a arma utilizada no crime.

Wellington, à esquerda, contatou Igor (centro), que aceitou praticar o assassinato. Dieliton (direita) forneceu a arma utilizada no crime (Foto: Reprodução)

Já para Ediane Aparecida da Cruz Silva, a Promotoria qualificou o homicídio com os incisos que preveem o motivo torpe, sem defesa da vítima e o concurso de agentes. Conforme a denúncia do MPE, a manicure foi a pessoa que contatou os executores do assassinato. A jovem perguntou se Wellington, com quem conversava via internet, realizaria o crime. O rapaz negou, mas se dispôs a encontrar alguém que aceitaria a proposta.

“Portanto, ante a comprovação insofismável da materialidade delitiva e elementos suficientes de autoria, faz-se necessário que os acusados sejam julgados pelo Egrégio Tribunal Popular do Júri”, frisa o texto.

O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (7) e aguarda a avaliação judicial.

Falso testemunho

Para Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva, irmão de Ediane, a Promotoria fez a denúncia por falso testemunho, com relação ao homicídio de Toni Flor. O rapaz negou que tivesse um relacionamento com Ana Cláudia.

O MPE frisou que Ediane afirmou que a representante comercial tinha interesse em se relacionar com Sandro Lúcio. Em fase policial, a manicure expôs firmemente que houve esse relacionamento extraconjugal.

Além disso, relatório técnico de interceptação telefônica evidenciou que o rapaz e Ana Cláudia mantinham contato telefônico rotineiramente.

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