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Justiça

Caso Toni Flor: atirador reafirma que esposa encomendou o crime

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

Igor Espinosa, apontado como o responsável pelos disparos efetuados contra Toni da Silva Flor, de 31 anos, reafirmou que a esposa do empresário, a representante comercial Ana Claudia de Souza Oliveira Flor o contratou para executar o crime. Segundo o acusado, o assassinato teria custado R$ 60 mil.

O acusado foi ouvido nesta quinta-feira (24), em mais um dia de audiências de instrução processual. Em seu interrogatório, Igor narrou que Wellington Honoria Albino foi o responsável por fazer a comunicação de interesse de Ana Claudia em encomendar a morte do marido. “Ele disse que ela tinha um serviço, que era matar uma pessoa”, frisou “Eu nunca aceitei violência contra a mulher e ela me mandou fotos em que estava machucada porque teria apanhado”, completou.

A mulher então teria entrado em contato com o rapaz e dito que sofria ameaças do marido, era agredida e o companheiro não aceitava a separação. Igor alega que estava sob efeito de drogas e aceitou fazer o serviço. O valor combinado entre contratante e executor foi de R$ 60 mil. A motivação para Igor aceitar a proposta eram as dívidas que tinha com traficantes de drogas e precisavam ser quitadas.

A conversa entre ambos teria acontecido na véspera do crime. Os dois teriam combinado que assim que Toni saísse de casa, Ana Claudia mandaria mensagem avisando.

Toni morreu depois de ser ferido a tiros enquanto chegava para treinar em uma academia da Capital, em 11 de agosto de 2020.

Parte do pagamento

Morte de Toni teria sido encomendada pela esposa, Ana Claudia, e custaria R$ 60 mil. Porém, Igor recebeu apenas R$ 20 mil da quantia combinada (Foto: Acervo pessoal)

Igor relatou que recebeu R$ 20 mil na data do crime, à noite, quando se encontrou com Ana Claudia, numa praça próximo à casa dela.

“Ela ainda brigou comigo, disse que eu era ruim de tiro, tinha acertado ele (Toni) só duas vezes, ficou preocupada que ele não morresse e ela ainda precisasse cuidar dele”, comentou.

Após pegar o dinheiro, foi para o Rio de Janeiro por uns dias e retornou para Cuiabá, onde acabou preso.

Igor disse que ficou com medo de Ana Claudia e que o delegado responsável pelas investigações do caso, Marcel Oliveira, mostrou um áudio no qual a mulher sinalizava a intenção de matar o atirador.

Outros envolvidos

Wellington, Igor e Dieliton estão presos na Penitenciária Central do Estado (Foto: Reprodução)

Também foram ouvidos Wellington e Dieliton Mota da Silva. O primeiro foi o responsável por encontrar alguém que aceitaria a proposta. Wellington foi procurado por Ediane Aparecida da Cruz Silva,com quem mantinha conversas via rede social e era amiga de Ana Claudia, mas afirmou à jovem que não faria o serviço.

Contudo, foi o responsável por encontrar Igor. Já Dieliton foi quem forneceu a arma, via Wellington, para o rapaz praticar o crime.

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