MP pede prisão preventiva de comparsas e mulher acusada de mandar matar o marido

Além da esposa da vítima, quatro pessoas foram denunciadas pelo crime que ocorreu no início de agosto do ano passado

(Foto: Pixabay)

O Ministério Público de Mato Grosso requereu que sejam decretadas as prisões preventivas de Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.

Nesta sexta-feira (3) todos foram denúnciados pelo assassinato de Toni da Silva Flor, marido de Ana Claudia.

A denúncia inclui ainda Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva, que responderá por falso testemunho, após ter feito afirmação falsa no âmbito do inquérito policial.

O crime

De acordo com o MP, no dia 1º de agosto do ano passado, por volta das 7h, em frente a uma academia, Toni foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados por Igor Espinosa, a mando de Ana Claudia.

Para a concretização do crime, a esposa teria sido auxiliada por Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.

De acordo com a investigação, Toni e Ana Claudia estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada.

Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar.

“Inconformada com a anunciada separação e, com a torpe motivação de se apropriar da totalidade dos bens do casal, Ana Claudia começou a engendrar um plano para extinguir a vida de Toni e, para tanto, pediu auxílio à sua manicure e amiga Ediane Aparecida da Cruz Silva na procura por um ‘matador’, oportunidade em que esta acedeu à macabra solicitação e contactou Wellington Honorio Albino que, por sua vez, com o auxílio de seu amigo Dieliton Mota da Silva, ‘terceirizou’ o serviço homicida, propondo que a execução do crime fosse perpetrada por Igor Espinosa, que aceitou a tarefa”, diz a denúncia do MP.

Preço: R$ 60 mil

Durante a investigação, foi constatado que o crime foi encomendado mediante oferta de pagamento no valor R$ 60 mil, mas a esposa teria repassado somente R$ 20 mil.

Verificou-se também que o executor gastou todo o dinheiro em festas no Rio de Janeiro.

Consta nos autos, que os detalhes do crime foram discutidos em reunião virtual via WhatsApp.

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(Com Assessoria)

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