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Economia

Final de temporada: amantes de pequi aproveitam os últimos frutos desta safra

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Quem quer armazenar pequi para comer ao longo de 2023 precisa correr. O vendedor de pequi João Alves dos Santos, 61, acredita que no máximo até o final de janeiro seja possível encontrar o ingrediente in natura. Depois disto, só na próxima temporada, em outubro de 2023.

Na entressafra, apenas quem congelou ou fez conserva em casa poderá desfrutar dessa iguaria, que é amada por uns e odiada por outros.

João não é coletor e nem produtor. Ele compra para revender e relata que o produto vem de Ribeirão Cascalheira (765 km de Cuiabá). Os coletados no entorno de Cuiabá já não são suficientes para manter o mercado e, naquele município, existem tanto árvores nativas como as plantadas para o fim de comercialização.

Mesmo garantindo que a qualidade do fruto coletado e produzido é a mesma em relação ao sabor, textura e polpa, ele ressalta algumas diferenças perceptíveis aos olhos. A primeira delas é que a casca do fruto é diferente. Enquanto o produzido tem um aspecto mais crespo e acinzentado, o da mata é verde vibrante e de pele lisa. Outra diferença está na cor, os coletados são visivelmente mais alaranjados que o produzido.

O pequi coletado na mata é o de cor verde intensa e com a casca lisa. O outro é o plantado, que tem a pele rugosa. (Foto: Caroline Rodrigues/O Livre)

Para se ter um bom aproveitamento do produto, João Alves, que é goiano – estado dos papa-pequis – ensina dicas que segundo ele valem como ouro. No que diz respeito ao armazenamento, esclarece que as pessoas devem colocar alguns caroços na sacola, cobrir com água, vedar e por no congelador. O processo faz o fruto ficar com o sabor de fresco quando for feito.

O vendedor ainda aproveita para ensinar alguns segredos para transformar o famoso arroz com pequi em um prato dos deuses. Antes de começar a preparar o arroz, é preciso aferventar o pequi na água. Com ele já pré-cozido, colocar na panela com o alho e, posterior, arroz para refogar.

Como ela já estará com a carne mais molinha, vai se distribuir melhor pelo arroz e até cair uns pedacinhos, o que dará mais cheiro e sabor. E para fechar, basta usar a água que sobrou do cozimento do pequi para dar o ponto no prato. O vendedor e comedor de pequi garante que é sucesso garantido.

E uma informação final e necessária. A banca de João Alves fica na entrada do Parque Zé Bolo Flô e o pacote pequeno com 6 pequis bem carnudos é R$ 5 e, com 12, R$ 10. O preço é sem choro porque, segundo João Alves, já está barato.

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