14 de abril de 2026 19:36
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Falta de atividade física resultará em 500 milhões de doentes até 2030, aponta OMS

Relatório da OMS aponta que governos têm feito pouco para estimular prática de atividade física
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Laura Nabuco

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a falta de exercícios físicos será responsável por quase meio bilhão de novos casos de doenças não transmissíveis até 2030. Por exemplo,  doenças cardíacas e diabetes.

O documento é o primeiro relatório global da OMS sobre atividade física e analisou dados de 194 países. Além de informações como a frequência com que as pessoas se exercitam, o estudo avaliou as políticas implementadas pelos governos para combater o sedentarismo. A constatação foi de que pouco tem sido feito.

Apenas 30% dos países, conforme a OMS, possuem políticas nacionais de atividade física para todas as faixas etárias. Embora a maioria deles tenha algum meio de acompanhar o quão ativos são os adultos, menos de 30% fazem o mesmo pelas crianças com menos de 5 anos.

Mais sedentários desde a pandemia

Existem várias razões pelas quais as pessoas não são tão ativas quanto poderiam ser. Em 2021, uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos apontou que, entre os brasileiros, por exemplo, os principais motivos eram os seguintes:

  • falta de tempo (32%)
  • falta de dinheiro (21%)
  • falta de instalações nas proximidades de onde vive (13%)
  • falta de conhecidos para fazer companhia na prática (13%)

O relatório mais recente da OMS aponta que hábitos adquiridos por conta do período de isolamento social da pandemia também contribuíram de forma negativa.

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E se os países mal acompanham os hábitos de seus cidadãos, menos ainda estimulam que eles mudem. A OMS afirma que apenas 40% dos governos possuem, por exemplo, padrões de estradas que tornariam caminhadas e o ciclismo mais seguros.

Algumas das recomendações do relatório para incentivar a atividade física incluem – além de estradas mais propícias – a criação de mais espaços públicos abertos e mais atividades esportivas ou academias nas escolas.

Prevenir é melhor que remediar

Para quem acha que esses investimentos seriam altos demais, o relatório também calculou os efeitos potenciais  nos sistemas de saúde, se os níveis de exercício físico permanecerem os mesmos até 2030. 

Estima-se que esses cerca de 500 milhões de novos casos de doenças não transmissíveis podem custar até US$ 300 bilhões (dólares) em custos médicos. Aproximadamente US$ 27 bilhões anualmente até 2030.

É verdade, vários fatores contribuem para doenças cardíacas e outros distúrbios não transmissíveis e apenas alguns desses fatores de risco podem ser prevenidos ou melhorados. No entanto, muitos estudos demonstraram que qualquer quantidade de exercício físico, independentemente da idade da pessoa, pode ajudar a promover uma vida mais saudável.

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