Em quatro meses, Cuiabá já registrou 2.176 acidentes de trânsito

Ao longo de 2018 foram quase 7,5 mil acidentes com e sem vítimas na Capital

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Cuiabá registrou 2.176 acidentes de trânsito nos primeiros quatro meses de 2019. Foram 101 a menos que no mesmo período do ano passado, quando o número registrado foi de 2.277 acidentes.

Durante todo o ano passado, ocorreram na Capital 7.445 acidentes com e sem vítimas, presos entre ferragens e atropelamentos.

Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de três mil vidas são perdidas por dia em estradas e ruas de todo do mundo. Os dados colocam os acidentes de trânsito na nona posição entre as maiores causa de mortes no planeta.

No caso de jovens na faixa etária entre 15 e 20 anos de idade, essa é a primeira causa de mortes.

Atualmente, os custos anuais com acidentes representam US$ 518 bilhões por ano, o que equivale entre 1% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país.

Feridos

De acordo com o cirurgião ortopedista do Complexo Hospitalar de Cuiabá (CHC), Renan Bumlai, além das mortes, os acidentes deixam feridos que levam, em média, três meses para se recuperar do trauma e voltar às atividades regulares.

“Se tratando de acidentes, a ortopedia é a especialidade que lida diretamente com os traumas, desde a chegada no pronto atendimento, até a recuperação desse paciente”, afirma.

Maio amarelo

A campanha “Maio Amarelo” foi criada para chamar atenção para os altos números de acidentes. O mês foi escolhido devido ao decreto da ONU que estabeleceu o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”.

Diretora presidente do Complexo Hospitalar, Elê Kuhn afirma que adotar a campanha faz parte da tarefa de atender as pessoas. “A missão do nosso hospital é cuidar da saúde e temos esse compromisso com a vida”, afirma.

Educação

Apesar da pequena redução na quantidade de acidentes em Cuiabá de 2018 para 2019, na opinião do secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, a campanha se faz necessária porque reforça a abordagem de um tema que não deve ser esquecido ao longo dos meses.

“Durante todo o ano nós realizamos uma série de trabalhos educativos e intervenções no tráfego que ajudem a reduzir estes números. No Maio Amarelo, é hora de dar mais visibilidade a estas ações, sensibilizando a sociedade sobre a importância de construirmos uma cultura de trânsito pacífica, com condutores conscientes”, avalia.

(Com assessoria)

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