15 de abril de 2026 06:15
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Covid: diário da vacina #22

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Redação

A cada dia surgem novos relatos de pessoas que tiveram perda auditiva provocada pela covid-19. De acordo com a fonoaudióloga e audiologista Vanessa Moraes, de Cuiabá (MT), os pacientes se queixam de aparecimento da dificuldade auditiva, piora da perda auditiva, zumbido nos ouvidos, labirintite e até mesmo perda súbita da audição, que pode desenvolver aproximadamente 8 semanas depois do início do contágio.

“Mesmo a infecção pela Covid-19 sendo assintomática, pode prejudicar as funções ciliadas da cóclea, danos estes, frequentemente irreversíveis”, alerta a especialista.

A covid-19 é causada por um vírus e algumas pessoas apresentam quadros assintomáticos ou sintomáticos leves, dos quais algumas costumam se recuperar sem complicações, mas também podem sofrer sequelas como quadros psiquiátricos, cardíacos, neurológicos, emocionais, perda da memória e também aquelas relacionadas aos sentidos, como a perda do olfato, da gustação e também na audição.

Um estudo realizou autópsia de falecidos que testaram positivo para a covid-19 e foi identificada a presença do vírus nos ossos do ouvido médio e na mastóide.

Essas manifestações têm sido alvo de investigações desde 2020 e o que se deve fazer, orienta Vanessa Moraes, é procurar imediatamente um médico otorrinolaringologista (médico especialista em ouvido, nariz e garganta) e seguir rigorosamente suas orientações.

A perda auditiva também pode ser decorrente de outros vírus como o do sarampo, da caxumba e da meningite. Na maioria das vezes, para se combater vírus ou bactéria, os medicamentos utilizados podem conter substâncias químicas danosas à integridade do órgão auditivo, porém de extrema eficácia no combate aos vírus e bactérias.

“Daí a necessidade fundamental de ser acompanhado por um médico que lhe orientará sobre qual medicação, dosagem desta medicação e tempo de uso. Sendo assim, a automedicação jamais deve ser feita, pois os danos podem ser irreparáveis, irreversíveis e desastrosos para a saúde. O médico é, sim, o único profissional que pode prescrever medicamentos”, frisa a fonoaudióloga.

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(Com informações da Assessoria)

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