Acusado de tentar matar a esposa a facadas é preso em Mato Grosso do Sul

Ele também responde por participado da morte da cunhada, irmã de sua esposa, há sete anos

O acusado, Hugleice, e a vítima, Mayara

Acusado de tentar matar a esposa Mayara Bianca Barbosa Rodrigues, de 29 anos, no último domingo (18), Hugleice da Silva, 35 anos, foi preso na noite dessa quinta-feira (22) na BR-163, trecho em Dourados (230 km de Campo Grande).

Segundo o boletim de ocorrência, Mayara foi agredida, amarrada e esfaqueada no pescoço, depois que o marido mexeu em seu celular e não gostou do que viu. O caso aconteceu no Bairro Sagrada Família, em Rondonópolis (210 km de Cuiabá).

Hugleice já era acusado de, em 2011, levar a cunhada, Marielly Rodrigues Barbosa, 19 anos, para um aborto malsucedido que a levou a morte. Este caso aconteceu em Sidrolândia (MS). Porém, mesmo após a morte da irmã, Mayara seguia casada com o suspeito.

Logo depois do crime do último domingo, Hugleice fugiu e não foi mais visto. Até que, na noite dessa quinta-feira (22), segundo o site Campo Grande News, foi abordado por policiais rodoviários federais e preso. Ele estava em um Fiat Pálio, o mesmo utilizado para fugir após a tentativa de homicídio em Rondonópolis, e foi levado para o 1º Distrito Policial de Dourados (MS).

Hugleice, acusado de participar da morte da cunhada e de tentar matar a esposa

A tentativa de homicídio

O último caso aconteceu nesse domingo (18), no Bairro Sagrada Família, em Rondonópolis. A vítima, Mayara Bianca Barbosa Rodrigues, de 29 anos, é casada com o suspeito.

O crime teria acontecido, conforme informações da Polícia Civil, porque o suspeito mexeu no celular da esposa, não gostou do que viu e, em seguida, passou a agredi-la em várias partes do corpo. Hugleice também amarrou a esposa e esfaqueou seu pescoço.

Logo depois do crime, ele fugiu em um veículo Pálio, com placa de Costa Rica (MS). A mulher conseguiu se soltar, correu até a frente da casa e gritou por socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a levou para o Hospital Regional de Rondonópolis, onde ela segue internada em estado grave.

Segundo familiares da vítima, ao fugir Hugleice levou o celular da vítima e o dele, onde teriam provas de ameaças que ele fez à esposa. A família também disse à Polícia Militar, conforme o boletim de ocorrência, que já foi ameaçada pelo suspeito. O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Rondonópolis.

Primeira tragédia

Essa não foi a primeira vez que Hugleice foi acusado de trazer tristeza à família. Em 2011, ele se tornou suspeito de participar da morte da irmã mais nova de sua esposa, que morreu durante um procedimento de aborto malsucedido. À época, o caso ganhou repercussão nacional.

Segundo sites locais, como o Correio do Estado e o Campo Grande News, Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, desapareceu no dia 21 de maio de 2011, quando saiu de casa dizendo que iria resolver um problema e não foi mais vista. A família chegou a fazer campanha em busca de notícias da jovem. O corpo dela foi encontrado somente no dia 11 de junho, em um canavial em Sidrolândia (a 71 km da Capital Campo Grande).

A tentativa de aborto aconteceu na casa de um enfermeiro, Jodimar Ximenez Gomes, que também chegou a ser preso e responde pelo crime. Um mês após o corpo ser encontrada, a prisão do cunhado foi decretada, o motivo da polícia desconfiar dele é que a última pessoa com quem Marielly falou por telefone era o cunhado, Hugleice, que seguiu alegando sua inocência.

Marielly Rodrigues, morta em 2011 durante um aborto malsucedido (Foto: reprodução)

As investigações apontaram que Hugleice teria vivido um caso com a cunhada e seria o pai do bebê, o que ele nega. Porém, dois dias depois de sua prisão, ele confessou que levou a jovem para fazer o aborto na casa do enfermeiro e que, inclusive, pagou pelo procedimento.

Enquanto esperava pelo fim do procedimento, o enfermeiro comunicou ao suspeito que a jovem não resistiu e morreu. Os dois então colocaram o corpo da jovem na caminhonete do cunhado e a esconderam no canavial.

À época, a família de Marielly chegou a mentir para a polícia dizendo que o cunhado dela estava em casa no dia do crime, no fim da tarde. Porém, a operadora de celular indicou que ele estava em Sidrolândia e a empregada do enfermeiro afirmou tê-lo visto na residência de Jodimar.

Hugleice foi libertado em setembro de 2011, mudou-se para Rondonópolis com a esposa e respondia pelo crime, ainda sem julgamento até hoje, em liberdade. Ele seguia casado com a irmã da vítima. O enfermeiro só conseguiu a liberdade em 2012 e continua morando em Sidrolândia (MS).

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