Mato Grosso

Selma deixa coligação se dizendo decepcionada com Pedro Taques

Foto de Gabriela Galvão
Gabriela Galvão

Ao anunciar o rompimento com a coligação “Segue em frente Mato Grosso”, a juíza aposentada e candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) declarou que o governador Pedro Taques (PSDB) considerou “injusta” a decisão do grupo quanto à divisão do tempo da propaganda eleitoral gratuita, mas se disse decepcionada com o tucano. A decepção teria se dado por dois motivos: o fato de ele ter sido delatado e ao compromisso que teria assumido com ela e não cumprido.

“O governador disse que acha absolutamente injusto o que está sendo feito, mas não é nem questão de ser justo ou não, é questão do que foi combinado. O tempo é dos partidos e a combinação com o PSDB e com o governador era de que seria dividido meio a meio para o Senado”, disse ela ,numa referência a divisão de tempo da TV com Nilson Leitão, candidato tucano ao cargo de senador.

Já em relação às delações que teriam sido homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o governador, sendo uma do empresário Alan Malouf e outra do ex-secretário de Estado de Educação Permínio Pinto (PSDB), na Operação Rêmora, que investiga esquema de desvio de recursos da pasta, Selma Arruda disse já tinha conhecimento, mas com base na palavra de um réu.

“Um réu fala o que quer e tem direito de mentir, mas agora há uma delação homologada e analisada por um tribunal superior. Nessa delação haveriam provas documentais, o que, para mim, uma operadora do direito, faz toda a diferença”, ressaltou.

Frente a isso, segundo ela, a decisão de romper foi um conjunto de fatores. “A gente nunca quis o tempo de TV do PSDB, não se trata de querer tempo de partido nenhum. É o tempo da coligação, o correto, o honesto, a divisão em 50%. Esse tipo de conduta rasteira, quando você vê a delação, vê o que as pessoas foram capazes de fazer, em tese, se são capazes de fazer aquilo, são capazes de pisar num candidato, não quererem que a política mude”.

A candidata também declarou que tentou evitar a crise por diversas vezes, com ajuda do governador, mas Leitão não quis. “Não tem como compor e isso tudo foi a gota d’agua para meu desconforto no palanque, não conseguia mais permanecer nesse palanque”.

A vitória a qualquer custo e a campanha de rasteirinha

Ainda conforme Selma Arruda, o PSDB quer vencer “a qualquer custo” e, por isso, agiram para exclui-la da disputa. “Eles querem utilizar de  artimanhas, de qualquer tipo de estratégia, para garantir a sua própria eleição. Ninguém está preocupado com o povo ou quer acabar com a corrupção, o negócio deles é garantir o seu lugar”.

Para ela, independente de permanecer ou não na coligação, ela seria “boicotada”. “Eles não queriam que eu fosse eleita e se é para fazer campanha de Facebook, de rasteirinha, caminhando na calçada e cumprimentando as pessoas, eu vou fazer. Eu não nasci política, eu não preciso disso, isso não é minha profissão. Eu me coloquei à disposição e se eu não me eleger vou voltar para casa com a consciência tranquila, de que minha parte eu fiz”.

A candidata ainda acusou o PSDB de “sabotar” seu primeiro programa de rádio, que teria sido enviado à equipe, mas não teria sido transmitido. “É nítido que foi boicote, nem preciso buscar nada, sempre vai haver desculpa para tudo”.

Por fim, a juíza aposentada também rebateu às críticas de Nilson Leitão quanto a sua falta de experiência política. “Posso não ter experiência no Congresso Nacional, mas a minha especialidade é lei, ao contrário de alguns políticos, cujas especialidades são inconfessáveis. Na atual conjuntura, experiência politica não é uma boa referência”.

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