A vinda do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, a Mato Grosso parece não ter resolvido a dúvida sobre o apoio dele a candidatos ao governo. Flávio disse que seu partido (PL) tem candidato próprio, mas se conteve em dar apoio nominal a ele, o senador Wellington Fagundes.
Ao mesmo tempo, fez declarações sinalizando que está aberto a receber apoio de outros grupos políticos, sem deixar claro se isso implicaria em reciprocidade aos candidatos deles.
O senador Flávio Bolsonaro esteve quarta-feira (22) em Sinop (505 km de Cuiabá) na abertura da feira agropecuária Norte Show 2026. Ele atraiu políticos que se posicionam mais à direita, como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), além dos políticos de seu próprio partido, incluindo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
Em algumas entrevistas, Flávio disse que Wellington Fagundes e o deputado federal José Medeiros permanecem como os pré-candidatos do PL. Mas, não descartou que poderá aceitar o apoio de outros grupos. A ênfase de suas falas recaiu sobre a polarização com o PT.
“Os nossos pré-candidatos são eles. Vamos pedir voto para eles, mas todos os apoios, de qualquer liderança, serão bem-vindos, principalmente daquelas que estão unidas para resgatar o país das mãos sujas do PT”, disse.
O governador Otaviano Pivetta, que deve disputar um mandato como titular ao governo, disse que, em conversa com Flávio, não ouviu dele declaração de apoio a Wellington Fagundes. O tom teria sido de que ele está aberto aos apoiadores.
“Eu conversei com ele e ele falou que, nessa eleição, vai respeitar a decisão do povo, vai receber o apoio de todos os mato-grossenses que querem votar nele, e eu vou fazer isso. Eu não ouvi dele a declaração de que vai apoiar o Wellington”, afirmou Pivetta.