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Febre maculosa: matar ou maltratar capivaras pode dar cadeia

capivaras - febre maculosa
Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou um boletim epidemiológico que confirmou a notificação de 5 casos suspeitos de febre maculosa em Mato Grosso, dos quais dois foram descartados e três aguardam o resultado dos exames. Junto com os números, o órgão deu o alerta: não matem as capivaras.

A advertência vem do receio de que as pessoas, assustadas com a proliferação da doença pelo país, tentem atacar os animais que vivem em alguns parques de Cuiabá livremente. O motivo da agressão seria o fato da capivara ser um dos animais hospedeiros da doença, que é transmitida pelo carrapato estrela.

Contudo, vale lembrar que, além de cruel, o ataque às capivaras não resolve o problema e ainda pode resultar em prisão. Conforme a Lei nº 9.605/1998, aqueles que cometem maus-tratos, ferimentos ou mutilações em animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos podem ser condenados a detenção de 3 meses a um ano, além de multa. Em casos de morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

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Entenda o caso

A febre maculosa tem sido motivo de preocupação para as autoridades de saúde devido ao aumento no número de casos em todo o Brasil. Somente neste ano, o país já registrou 50 casos da doença, resultando em 6 óbitos.

Os sintomas iniciais são semelhantes aos de outras infecções, como febre alta, dores de cabeça, dores no corpo, perda de apetite e fadiga. Posteriormente, podem surgir pequenas manchas avermelhadas que crescem e se elevam.

A doença pode evoluir para náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, dores musculares persistentes, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e na sola dos pés, além de gangrena nos dedos e orelhas. Em casos mais graves, a paralisia pode ocorrer, começando pelas pernas e avançando até os pulmões, levando à parada respiratória.

Como prevenir

Para prevenir a febre maculosa, é fundamental evitar o contato com o carrapato transmissor. Em áreas propensas à exposição, algumas medidas podem ser adotadas, tais como utilizar roupas claras para facilitar a identificação dos carrapatos, utilizar calças, botas e blusas de manga comprida ao caminhar em áreas arborizadas e gramados, evitar áreas com grama ou vegetação alta e usar repelentes de insetos.

Além disso, é imprescindível remover corretamente o carrapato, utilizando uma pinça, sem espremê-lo ou esmagá-lo, e limpar a área da picada com álcool, sabão e água.

Conscientizar-se sobre a importância da preservação da vida animal e agir de forma responsável é essencial para garantir a segurança e o equilíbrio do ecossistema. Preservar as capivaras, respeitar a legislação ambiental e adotar medidas preventivas são ações que contribuem para a saúde pública e a conservação da fauna brasileira. Vamos unir esforços para enfrentar esse desafio e promover um ambiente mais seguro para todos.

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