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MP trata a Grampolândia Pantaneira com lentidão, diz presidente da OAB

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Camilla Zeni

O Ministério Público de Mato Grosso negou firmar acordo de colaboração premiada com os militares envolvidos no caso de escutas ilegais, que ficou nacionalmente conhecido como “Grampolândia Pantaneira“. A afirmação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, que se disse revoltado com a situação e pediu mais transparência.

O advogado criticou o fato de que o Ministério Público tem conduzido “investigações intramuros”, sem a participação da OAB, uma das instituições interessadas no caso. Isso porque há uma notícia-crime no Tribunal de Justiça de Mato Grosso que revela que membros do próprio MP teriam participado do esquema ilegal.

“Eu queria estar aqui empolgado, comemorando com você, procurador Domingos Sávio, que o Ministério Público está imprimindo a celeridade necessária para desvendar a Grampolândia Pantaneira. Mas eu estou mesmo é revoltado com a lentidão com que o Ministério Público está tratando esses processos. A revolta é o sentimento que está hoje na sociedade mato-grossense”, externalizou Campos, em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta quinta-feira (11).

Campos afirmou que, antes da troca da coordenação do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) do Ministério Público, em março deste ano, a OAB tinha mais abertura às investigações.

O MP tem prazo de 30 dias para finalizar as apurações, por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O procurador de Justiça Domingos Sávio, que coordena o Naco, informou – também ao programa de rádio – que não poderia entrar em detalhes, mas que não havia fatos novos a serem apresentados pelos candidatos a delator.

Disse ainda que o acordo de colaboração premiada deve cumprir requisitos e que, neste momento, o benefício seria apenas para livrar os envolvidos das condenações, que já se aproximam.

Sobre o caso, estão previstos para os dias 16 e 17 de julho três reinterrogatórios na 11ª Vara Criminal de Cuiabá. Serão ouvidos o cabo PM Gerson Corrêa Júnior e os coronéis Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa. O julgamento está previsto para agosto.

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