Cidades

Governo de MT estuda plano de demissão voluntária para servidores efetivos

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, Basílio Bezerra, informou que o governo estadual estuda criar planos de demissão voluntária (PDV) também para os servidores efetivos, que atuam na administração direta, assim como já vem fazendo nas empresas estatais, para reduzir o gasto com pessoal.

Para isso, o governo deve enviar um projeto de lei para ser votado pela Assembleia Legislativa. Ainda não há previsão de quando isso será feito.

“Estamos estudando também um PDV para a administração direta. Tem que aprovar uma lei para isso. O governo está estudando esse tipo de PDV. Está em análise. E a adesão é voluntária, a pessoa só sai se ela quiser”, disse o secretário. Ele não deu prazo para isso ocorrer e nem detalhes sobre como será o plano para demissão dos efetivos. Basílio descartou demitir servidores contra a vontade deles, e afirmou que o governo não tem intenção de usar qualquer outro mecanismo para reduzir pessoal.

Para diminuir o custo com pessoal, o governo também deu início à exoneração de servidores comissionados e de contratados. A promessa do governador Mauro Mendes (DEM) foi exonerar 3 mil pessoas. Basílio informou que, somente na Secretaria de Educação (Seduc), devem sair 1,8 mil contratados, entre professores e funcionários.

PDV e extinção de estatais

As estatais estão na mira do governador Mauro Mendes, que pediu à Assembleia Legislativa autorização para estudar a extinção de seis empresas públicas e de economia mista: Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI, antigo Cepromat), Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), a Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT), e a Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem).

Dessas, somente a Agem seria extinta imediatamente, por ser menor e mais nova que as outras estatais. “Não estamos falando em extinção nesse momento. O governador deu um prazo para as empresas se mostrarem viáveis”, destacou Basílio.

Independentemente da extinção das empresas, o governo deve prosseguir com os PDVs para que os funcionários deixem os cargos. O PDV da MTI já teve início, com mais de 100 pessoas que se demitiram e geraram economia de R$ 8 milhões anuais, segundo o secretário. O mesmo modelo deve ser aplicado na (Empaer).

“O nosso PDV é o melhor. Nós pagamos 1,5 salário por cada ano trabalhado no órgão”, afirmou o secretário. “Essas pessoas que estão saindo, além de receber as indenizações, vão descansar, e vão gerar uma economia para o Estado. É uma grande ação de reforma administrativa estruturante. Inclusive está prevista no Teto de Gastos.”

O projeto de reforma administrativa prevê também a extinção e fusão de secretarias, reduzindo de 24 para 15 pastas.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Política

Pivetta diz que senador negociaria envio de emendas em troca de benefício próprio

Governador afirmou ter informações de prefeituras no interno do Estado que aceitariam “negociata”
Crônicas Policiais

“Cara Limpa”: 1,5 mil atletas ocupam as ruas de Cuiabá em retorno triunfal de corrida da PJC

Após três anos de pausa, evento celebrou os 184 anos da Polícia Civil com provas de 5 e 10 km no Centro Político
Crônicas Policiais

Café se consolida como “ouro negro” da agricultura familiar em Mato Grosso

Com investimento de R$ 3,1 milhões do Governo, produção avança no Norte e abre perspectivas para a região do Araguaia
Política

Vinda de Flávio Bolsonaro a Mato Grosso não resolve apoio ao governo na campanha 2026

Senador disse que o PL mantém candidaturas de Wellington Fagundes, mas ele mesmo está aberto a receber o apoio de outros grupos políticos
27 de abril de 2026 09:12