Cidades

Taques classifica vazamento da delação de Permínio Pinto como “eleitoreiro” e “absurdo”

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Gabriela Galvão

O governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) classificou como “eleitoreiro” e “absurdo” o vazamento da delação do ex-secretário de Estado de Educação Permínio Pinto, preso em 2016 por operar um esquema de desvio de recursos da pasta, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Isso é processo eleitoral. Essa delação teria sido feita em dezembro e vaza às vésperas das eleições, isso é um absurdo. Além disso, delação precisa ser provada, demonstrada e delação que vaza é nula, mas meus advogados estão analisando, estão buscando”, disparou o tucano em entrevista ao programa Estúdio Band, da TV Cidade Verde, nesta terça-feira (28).

Na delação, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (28), o ex-secretário teria afirmado que todo o esquema de corrupção teve anuência e até mesmo o incentivo do governador. O objetivo dos desvios seria pagar dívidas da campanha eleitoral de 2014.

Taques, por sua vez, assegurou que não sabia da existência do esquema e que quando descobriu tomou todas as providências. “A corrupção existe em quase todos os lugares, a diferença é que tomamos as providências. Eu exonerei o secretário”.

O governador também refutou as acusações feitas pelo cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior, em depoimento prestado na 11ª Vara Criminal Militar na última segunda-feira (27). Réu na ação penal que apura o esquema de interceptação telefônica ilegal conhecido como “grampolândia pantaneira”, o cabo disse que o primo de Taques, o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, lhe ofereceu dinheiro e advogado com o intuito de “blindar” o tucano.

“O cabo diz que acha que o governador fazia, que acha. Também disse que acha que os promotores faziam desde 2012. Eu não acredito que os promotores faziam e o cidadão de bem sabe que eu passei 15 anos combatendo a corrupção, sabe que eu fui o responsável pela lei que transformou corrupção em crime hediondo no Senado”, declarou o governador numa referência a acusação do cabo de membros do Ministério Público teriam por prática a realização de grampos ilegais.

Em relação ao seu principal adversário na disputa rumo às urnas em outubro, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), Taques mudou de postura no que diz respeito a troca de acusações que havia tomado conta de ambas as campanhas e disse que não queria falar do democrata, mas de suas propostas. “Politica é instrumento que substitui a guerra, não quero falar do Mauro Mendes”.

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